Em reunião de matriciamento, a equipe de Saúde da Família d...

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Q3840279 Saúde Pública
Em reunião de matriciamento, a equipe de Saúde da Família debate a alocação de visitas domiciliares. O Agente Comunitário de Saúde questiona por que determinada família recebe acompanhamento semanal enquanto outras, com situação econômica aparentemente melhor, recebem apenas visitas mensais. A enfermeira explica que a frequência considera a vulnerabilidade clínica e social de cada núcleo familiar, não o critério de igualdade absoluta de oferta. Esse raciocínio fundamenta-se no princípio doutrinário da: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O elemento decisivo foi a comparação entre famílias com necessidades diferentes: a que apresentava maior vulnerabilidade recebia visitas mais frequentes, enquanto as demais tinham acompanhamento menos intenso. Esse contraste afastava a lógica de igualdade absoluta de oferta.

Tema central: Princípios doutrinários do SUS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque traduz o critério usado no caso: diferenciar a intensidade das ações conforme risco, vulnerabilidade e necessidade, concentrando mais acompanhamento onde a situação é mais grave ou vulnerável. Esse é o conteúdo próprio da equidade no SUS, que não significa dar exatamente o mesmo a todos, mas ajustar a oferta para reduzir desigualdades injustas em saúde.
B
Errada
Está errada porque troca o princípio cobrado. Integralidade diz respeito à articulação das ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, mas não é o conceito que fundamenta, por si só, a distribuição desigual de visitas conforme vulnerabilidade. Além disso, a alternativa acrescenta um critério que não aparece no caso: frequência proporcional ao número de agravos diagnosticados.
C
Errada
Está errada porque participação social se refere ao controle social nas instâncias colegiadas do SUS, e não à definição operacional individualizada da periodicidade de visitas para cada família. A alternativa atribui ao Conselho Local uma prerrogativa específica que não corresponde ao princípio mencionado na base.
D
Errada
Está errada porque universalidade significa que todos têm direito de acesso às ações e serviços de saúde, sem discriminação. Isso não impõe frequência padronizada de visitas nem tratamento idêntico entre famílias com necessidades diferentes; essa leitura confunde acesso universal com igualdade absoluta de oferta.
E
Errada
Está errada porque descentralização trata da distribuição de competências e gestão entre os entes do SUS, não do critério doutrinário para intensificar acompanhamento conforme vulnerabilidade. Além disso, a alternativa ainda erra ao afirmar autonomia individual do ACS para definir isoladamente a periodicidade das visitas.
Pegadinha da questão
A confusão real era entre equidade e igualdade: o enunciado rejeita oferta idêntica para todos e adota tratamento diferenciado conforme necessidade. Outra armadilha foi usar princípios reais do SUS em descrições que acrescentavam regras operacionais indevidas.
Dica para questões semelhantes
  • Se o caso mostrar mais cuidado para quem apresenta maior risco, vulnerabilidade ou necessidade, pense em equidade.
  • Se a alternativa falar em acesso para todos, sem tratar de diferenciação de intensidade do cuidado, o eixo é universalidade, não equidade.
  • Se a opção acrescentar regra operacional específica que não decorre do conceito do princípio, elimine-a.
  • Quando o foco for priorização de acompanhamento, não confunda com integralidade apenas porque o cenário envolve cuidado amplo da família.

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