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Q2088564 Medicina

Considerando que a ecoendoscopia pode ser muito útil no estadiamento de neoplasias pulmonares do tipo não pequenas células, especialmente com a utilização da punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-FNA), analise as situações clínicas a seguir.


I. Paciente AMN, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma de células escamosas de pulmão e com linfonodomegalia mediastinal visualizado no PET-TC.


II. Paciente TRL, 62 anos, com diagnóstico de carcinoma de células escamosas pulmonares de localização central, sem linfonodomegalia mediastinal.


III. Paciente MBS, 67 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão, com linfonodomegalia ipsilateral hilar, sem linfonodomegalia mediastinal.


De acordo com as orientações do II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia, recomenda-se a realização de EBUS-FNA em

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Comentário de Gabarito – EBUS-FNA no Estadiamento do Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas

Tema central: A questão aborda a indicação do EBUS-FNA (punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom endobrônquico) no estadiamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP). O objetivo do estadiamento invasivo é determinar o envolvimento linfonodal para definição do tratamento e prognóstico.

Justificativa da alternativa correta (A – I, II e III):

Segundo o II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia, o EBUS-FNA está indicado para:

  • Pacientes com linfonodomegalia mediastinal no PET-TC (caso I), pois há forte indicação para biópsia e confirmação de acometimento nodal.
  • Pacientes com tumor central (caso II), mesmo sem linfonodomegalia evidente, pois o risco de comprometimento linfonodal oculto é relevante. A avaliação invasiva por EBUS-FNA complementa o estadiamento.
  • Presença de linfonodomegalia hilar ipsilateral (caso III), onde está indicada a amostragem desses linfonodos para correta classificação do N no TNM.

Portanto, todas as situações apresentadas merecem indicação de EBUS-FNA de acordo com protocolos nacionais (“Em todos os pacientes T2-4/N1-2, a amostragem citológica ou histológica mediastinal deve ser considerada mesmo na ausência de linfonodomegalia mediastinal” – II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia).

Análise das alternativas incorretas:

  • B (I e II): Exclui o paciente com linfonodomegalia hilar, o que não está correto, pois ele também tem indicação para EBUS-FNA.
  • C (I e III): Exclui o caso do tumor central sem linfonodomegalia mediastinal, mas essa situação também se beneficia do estadiamento invasivo.
  • D (II e III): Ignora o paciente com linfonodomegalia mediastinal, que é clássico para indicação da técnica.

Estratégia para provas: Atenção às indicações ampliadas do EBUS-FNA, mesmo sem linfonodomegalia mediastinal (particularmente em tumores centrais e linfonodos hilares). Fique atento à recomendação dos consensos e diretrizes mais recentes, que ampliam as indicações além dos clássicos casos de aumento mediastinal.

Fontes de referência: II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia, INCA, Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª edição, seção de Câncer de Pulmão).

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A resposta correta é a alternativa A: I, II e III. A ecoendoscopia pode ser muito útil no estadiamento de neoplasias pulmonares do tipo não pequenas células, especialmente com a utilização da punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom endobrônquico (EBUS-FNA). O EBUS-FNA é uma técnica que permite a obtenção de amostras para análise citológica dos nódulos ou linfonodos mediastinais, com maior precisão e segurança. Nesse sentido, o II Consenso Brasileiro de Ecoendoscopia recomenda a realização de EBUS-FNA em todos os pacientes com neoplasias pulmonares do tipo não pequenas células, independentemente da presença ou ausência de linfonodomegalia mediastinal. Portanto, todas as situações clínicas descritas no enunciado (I, II e III) são passíveis de indicação de EBUS-FNA.

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