Considerando o caso clínico, bem como a epidemiologia dos s...
Gabarito comentado
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Para responder a essa questão, é essencial compreender o contexto de um paciente com melena, que é a presença de sangue digerido nas fezes, geralmente indicando um sangramento no trato gastrointestinal superior.
Tema central da questão: O paciente tem 61 anos e apresenta melena há três meses, com exames de endoscopia digestiva alta e colonoscopia sem identificar a fonte do sangramento. Isso direciona nosso raciocínio para causas de sangramento que não são facilmente identificáveis por esses métodos tradicionais de investigação.
Justificativa para a alternativa correta (A - Angiectasia): A angiectasia, também conhecida como angiodisplasia, é uma causa comum de sangramento oculto no trato gastrointestinal, especialmente em pacientes idosos. Ela é frequentemente encontrada no intestino delgado, uma área difícil de acessar por endoscopia ou colonoscopia convencional. Segundo o UpToDate, a angiodisplasia é uma das causas mais frequentes de sangramentos obscuros em pacientes idosos. Além disso, a associação com doença renal crônica no paciente aumenta a probabilidade de angiectasias, pois essa condição pode predispor à formação dessas lesões vasculares.
Análise das alternativas incorretas:
- B - Doença de Crohn: Embora possa causar sangramento gastrointestinal, ela geralmente se manifesta com outros sintomas, como dor abdominal e diarreia, que não são mencionados no caso. Além disso, as lesões de Crohn são mais frequentemente detectadas por colonoscopia ou endoscopia.
- C - Neoplasia benigna: Tumores benignos do trato gastrointestinal, como pólipos, podem causar sangramento, mas geralmente são detectados por endoscopia ou colonoscopia. A ausência de achados nesses exames torna essa opção menos provável.
- D - Neoplasia maligna: Embora seja uma causa importante de sangramento, especialmente em pacientes idosos, as neoplasias malignas geralmente são detectáveis por endoscopia ou colonoscopia. A repetição dos exames sem achados sugere que não se trata de uma neoplasia maligna visível.
Para concluir, a escolha da alternativa correta, angiectasia, é suportada pelo perfil do paciente e pelas características do sangramento, além da ausência de achados em exames endoscópicos. Esse raciocínio é consistente com as diretrizes médicas e a literatura, como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, reforçando a importância de considerar causas menos óbvias, como a angiodisplasia, em sangramentos de origem obscura.
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