Considerando que a hipótese diagnóstica e sua classificação ...
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Tema central: O foco da questão é a Disfunção do Esfíncter de Oddi (DEO), destacando seu diagnóstico e conduta terapêutica no contexto de endoscopia.
Análise do quadro clínico: A paciente apresenta dor em hipocôndrio direito, icterícia, alterações persistentes em exames hepáticos (elevação de AST, ALT, bilirrubina direta e fosfatase alcalina), além de colédoco dilatado sem cálculos à ultrassonografia. Esses achados preenchem critérios para DEO tipo I: dor biliar, anormalidades laboratoriais e dilatação das vias biliares.
Justificativa da alternativa correta (B):
B) É obrigatória a realização de manometria do esfíncter de Oddi.
Está incorreta.
Segundo consensos e evidências científicas, como o UpToDate e as principais diretrizes internacionais de Gastroenterologia, a manometria do esfíncter de Oddi é indicada para casos tipo II e III. No tipo I, o diagnóstico é clinicamente definido e a esfincterotomia pode ser feita sem manometria prévia devido ao alto valor preditivo positivo. A realização da manometria nesses casos não é obrigatória e pode aumentar o risco de complicações, como pancreatite.
Análise das demais alternativas:
A) Está indicada a realização de esfincterotomia.
Correta. Nos pacientes com DEO tipo I, a esfincterotomia é o tratamento de escolha de acordo com as recomendações atuais, devido à clara correlação clínica, laboratorial e radiológica.
C) Indometacina retal pode ser utilizada para profilaxia contra pancreatite pós-CPRE.
Correta. Diversos estudos mostram eficácia da indometacina retal na redução do risco de pancreatite pós-CPRE, sendo prática consolidada nas unidades de endoscopia.
“Retal indomethacin, administered before or immediately after ERCP, is recommended for all patients at high risk for post-ERCP pancreatitis.” (UpToDate, 2023)
D) O implante de stent pancreático pode ser indicado em casos selecionados de DEO.
Correta. O uso de stent pancreático profilático está indicado para evitar complicações pós-procedimento em DEO, especialmente quando se manipula o orifício pancreático durante a esfincterotomia.
Estratégia para provas: Atenção ao termo “obrigatória”, pois demonstra pegadinha: muitos protocolos atuais visam reduzir intervenções invasivas desnecessárias. Busque sempre a alternativa que foge do consenso técnico atual.
Resumo: Para DEO tipo I, a manometria não é obrigatória. A esfincterotomia é indicada. Perfilaxia com indometacina retal e stent pancreático são práticas corretas em contextos apropriados.
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