De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de E...
A endoscopia sem sedação é praticada em vários países, mas, geralmente, no Brasil, a maioria dos procedimentos endoscópicos é realizada com o paciente sob sedação consciente. O conhecimento das comorbidades do paciente orienta a escolha do tipo de sedação e medicações, no intuito de reduzir eventos adversos cardiorrespiratórios graves.
(Endoscopia Gastrointestinal – Sedação: conceitos, riscos e comorbidades. Sociedade Brasileira de Endoscopia – SOBED – 2017.)
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Comentário do Gabarito:
Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre os riscos e recomendações para sedação em endoscopia digestiva em diferentes contextos clínicos, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), fazendo conexão com a segurança do paciente e protocolos médicos atualizados.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A alternativa C está INCORRETA e, por isso, é o gabarito da questão. Segundo as diretrizes da SOBED e evidências em consensos internacionais, como o Society of Gastroenterology Nurses and Associates (2018), pacientes com apneia obstrutiva do sono (AOS) submetidos à endoscopia digestiva alta sob sedação consciente não apresentam, por si só, “alto risco” de eventos cardiopulmonares – desde que a sedação seja bem planejada e monitorada. O risco elevado existe especialmente em situações de sedação profunda, uso inadvertido de opióides ou ausência de monitorização adequada. Desta forma, o controle rigoroso, escolha criteriosa de medicamentos e monitoramento contínuo são suficientes para evitar eventos graves na maioria dos casos.
Referência: SOBED, 2017; UpToDate – “Sedation for gastrointestinal endoscopy in adults".
Análise das alternativas incorretas:
A) Correta. Pacientes obesos (IMC>35) têm maior risco de hipoxemia e complicações respiratórias, especialmente em procedimentos longos, como enteroscopia com sedação profunda. A SOBED recomenda assistência anestésica nestes casos.
B) Correta. A suspensão de antihipertensivos não é recomendada para a maioria dos procedimentos endoscópicos, incluindo colonoscopia, conforme orientações da SOBED e PCDT/MS. Antihipertensivos geralmente devem ser mantidos para evitar picos hipertensivos perioperatórios.
D) Correta. Procedimentos invasivos em pacientes recentemente infartados devem ser postergados até estabilização, como orienta a diretriz de cuidados perioperatórios da SBC. Monitorização criteriosa e assistência anestésica são obrigatórias se o exame for imprescindível.
Pegadinhas da questão: Atenção a termos absolutos como "alto risco" – muitos casos dependem da avaliação e monitorização, não sendo uma condenação automática da conduta.
Estratégia de prova: Sempre associe riscos e condutas ao grau de sedação, às comorbidades e às recomendações de sociedades nacionais.
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