Fármaco utilizado no tratamento do choque anafilático refrat...
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Tema central: O choque anafilático é uma urgência médica causada por reação de hipersensibilidade grave, levando a vasodilatação intensa, extravasamento capilar e queda acentuada da pressão arterial. O tratamento primordial é com adrenalina, mas, em casos refratários (isto é, sem melhora significativa mesmo após doses apropriadas de adrenalina), outras opções precisam ser consideradas.
Justificativa da alternativa correta (E – Azul de metileno): O azul de metileno atua inibindo a enzima guanilato ciclase, bloqueando o aumento de GMPc responsável pela vasodilatação excessiva típica do choque anafilático grave. Sua ação promove vasoconstrição e pode reverter quadros de vasoplegia refratária, onde a resposta à adrenalina é insatisfatória. Evidências, como casos clínicos relatados e estudos experimentais, reforçam sua utilidade nesse cenário. Embora não seja terapia de primeira linha, seu uso adjuvante é citado em estudos revisados (ex: Acta Cirúrgica Brasileira, 2011).
Análise das alternativas incorretas:
A) Bicarbonato de sódio: Serve para correção de acidose metabólica grave, comum em diversas situações de choque, mas não é ressuscitador nem reverte choque anafilático refratário à adrenalina.
B) Metilprednisolona e C) Hidrocortisona: Corticoides podem ser usados como terapia adjunta para reduzir recorrência tardia de sintomas, mas não atuam com efeito imediato na reversão do choque anafilático. Portanto, não são fármacos de escolha na refratariedade à adrenalina.
D) Difenidramina: Antihistamínico útil no manejo dos sintomas cutâneos e de desconforto, mas não reverte instabilidade hemodinâmica profunda do choque anafilático refratário.
Estratégias para a prova: Quando a questão destaca “refratário à adrenalina”, deve-se pensar em agentes secundários àqueles que atuam em mecanismos finais da vasodilatação, como o azul de metileno. Pegadinhas comuns envolvem citar corticoides ou anti-histamínicos (essenciais, mas não resolvem rapidamente o choque).
Base normativa e científica: De acordo com literatura revisada (UpToDate, Acta Cirúrgica Brasileira) e consensos recentes, o azul de metileno é opção adjuvante em choque vasoplégico refratário. O Ministério da Saúde e a OMS reforçam adrenalina como primeira escolha, recorrendo a terapias alternativas somente frente à refratariedade.
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