Homem de 65 anos, no primeiro dia de pós-operatório de resse...
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Tema central: A questão aborda o controle farmacológico do sangramento pós-operatório em paciente submetido à ressecção transuretral de próstata (RTUP), com forte suspeita de hiperfibrinólise diante dos achados clínico-laboratoriais (TAP e TTPA prolongados, baixo fibrinogênio, dímero D elevado). Isso exige do candidato o reconhecimento dos principais distúrbios hemostáticos e suas abordagens específicas.
Justificativa da alternativa correta (E - Antifibrinolítico): O quadro evidencia uma hiperfibrinólise aguda, complicação descrita após RTUP, caracterizada por degradação acelerada dos coágulos fibrina. Os antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico (E) bloqueiam a ativação do plasminogênio, estabilizando os coágulos e reduzindo o sangramento. Estudos brasileiros e internacionais confirmam sua eficácia nesse cenário.
Exemplo: Segundo artigo publicado por Costa et al., “o uso do ácido tranexâmico mostrou redução expressiva da perda sanguínea após a RTUP” (Revista RECET).
Análise das alternativas incorretas:
- A) Plasma Fresco Congelado (PFC): Utilizado para reposição de fatores de coagulação, especialmente em coagulopatias de consumo ou deficiência múltipla; não inibe a fibrinólise, logo, não controla o sangramento neste quadro de base fibrinolítica.
- B) Complexo protrombínico: Indicado na reposição rápida de fatores dependentes da vitamina K (por exemplo, reversão de anticoagulação com varfarina). Não atua na via fibrinolítica nem é indicado aqui.
- C) Concentrado de fibrinogênio: Útil em hipofibrinogenemia grave, mas isoladamente não controla a degradação do fibrinogênio em curso causada pela fibrinólise excessiva.
- D) DDAVP (Desmopressina): Promove liberação de fator VIII e von Willebrand, sendo opção em hemofilia leve e doença de von Willebrand, não tem efeito na hiperfibrinólise.
Dicas e pegadinhas de prova: Fique atento a dados laboratoriais que sugerem destruição de coágulos (dímero D alto, fibrinogênio baixo) e não só déficit de fatores, já que muitas alternativas são atraentes mas inadequadas ao mecanismo causal. Priorize sempre a conduta que bloqueia o distúrbio de base.
Evidências e protocolos: Os antifibrinolíticos são recomendados por diretrizes internacionais (ex. UpToDate, Harrison’s) como primeira escolha na hiperfibrinólise, especialmente em complicação hemorrágica após cirurgias urológicas.
Resumo final: Perante sangramento pós-RTUP com evidências de hiperfibrinólise, a administração intravenosa de antifibrinolítico é a conduta farmacológica inicial de escolha, devendo as demais alternativas serem consideradas secundariamente, conforme evolução e necessidade individualizada.
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