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Q1050253 Medicina
Homem de 65 anos, no primeiro dia de pós-operatório de ressecção transuretral de próstata, evoluiu com hematúria importante e necessidade de reabordagem cirúrgica. Na revisão da loja prostática, observou-se sangramento difuso na área de ressecção com dificuldade de hemostasia. Exames: TAP (28s), TTPA (65s), fibrinogênio (95mg/dL) e dímero D (8.000mcg/dL). Qual deve ser a primeira conduta farmacológica intravenosa para controle do sangramento?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o controle farmacológico do sangramento pós-operatório em paciente submetido à ressecção transuretral de próstata (RTUP), com forte suspeita de hiperfibrinólise diante dos achados clínico-laboratoriais (TAP e TTPA prolongados, baixo fibrinogênio, dímero D elevado). Isso exige do candidato o reconhecimento dos principais distúrbios hemostáticos e suas abordagens específicas.

Justificativa da alternativa correta (E - Antifibrinolítico): O quadro evidencia uma hiperfibrinólise aguda, complicação descrita após RTUP, caracterizada por degradação acelerada dos coágulos fibrina. Os antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico (E) bloqueiam a ativação do plasminogênio, estabilizando os coágulos e reduzindo o sangramento. Estudos brasileiros e internacionais confirmam sua eficácia nesse cenário.

Exemplo: Segundo artigo publicado por Costa et al., “o uso do ácido tranexâmico mostrou redução expressiva da perda sanguínea após a RTUP” (Revista RECET).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Plasma Fresco Congelado (PFC): Utilizado para reposição de fatores de coagulação, especialmente em coagulopatias de consumo ou deficiência múltipla; não inibe a fibrinólise, logo, não controla o sangramento neste quadro de base fibrinolítica.
  • B) Complexo protrombínico: Indicado na reposição rápida de fatores dependentes da vitamina K (por exemplo, reversão de anticoagulação com varfarina). Não atua na via fibrinolítica nem é indicado aqui.
  • C) Concentrado de fibrinogênio: Útil em hipofibrinogenemia grave, mas isoladamente não controla a degradação do fibrinogênio em curso causada pela fibrinólise excessiva.
  • D) DDAVP (Desmopressina): Promove liberação de fator VIII e von Willebrand, sendo opção em hemofilia leve e doença de von Willebrand, não tem efeito na hiperfibrinólise.

Dicas e pegadinhas de prova: Fique atento a dados laboratoriais que sugerem destruição de coágulos (dímero D alto, fibrinogênio baixo) e não só déficit de fatores, já que muitas alternativas são atraentes mas inadequadas ao mecanismo causal. Priorize sempre a conduta que bloqueia o distúrbio de base.

Evidências e protocolos: Os antifibrinolíticos são recomendados por diretrizes internacionais (ex. UpToDate, Harrison’s) como primeira escolha na hiperfibrinólise, especialmente em complicação hemorrágica após cirurgias urológicas.

Resumo final: Perante sangramento pós-RTUP com evidências de hiperfibrinólise, a administração intravenosa de antifibrinolítico é a conduta farmacológica inicial de escolha, devendo as demais alternativas serem consideradas secundariamente, conforme evolução e necessidade individualizada.

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A resposta correta é a alternativa E - Antifibrinolítico. No caso apresentado, o paciente apresenta difícil controle de sangramento na área de ressecção da próstata no pós-operatório, além de apresentar alterações nos exames de coagulação, como aumento no TTPA e dímero D elevado. Nesse cenário, a primeira conduta farmacológica intravenosa a ser realizada é a administração de um antifibrinolítico, que tem como objetivo inibir a fibrinólise, ou seja, a quebra do coágulo sanguíneo formado no local do sangramento. Opções como plasma fresco congelado, complexo protrombínico e concentrado de fibrinogênio são indicadas em casos de deficiência de fatores de coagulação, o que não parece ser o caso desse paciente. Já o DDAVP é utilizado em casos de doença de von Willebrand ou hemofilia A leve.

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