É preditor menor de risco cardiovascular:
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Tema central: A questão aborda a estratificação do risco cardiovascular, aspecto fundamental para o manejo perioperatório em anestesiologia. Esse reconhecimento é essencial, pois o risco cardíaco influencia decisões quanto a exames, intervenções e liberação cirúrgica.
Justificativa da alternativa correta (A – Baixa capacidade funcional): A capacidade funcional é avaliada em equivalentes metabólicos (METs), diretamente relacionada ao prognóstico cardiovascular. Segundo as principais diretrizes nacionais (SBC, 2020) e internacionais (ACC/AHA), uma baixa capacidade funcional (< 4 METs) é considerada um preditor de menor risco dentre os fatores analisados. Ou seja, embora aumente o risco, seu impacto é inferior frente a outras comorbidades graves, como diabetes ou doença cardiovascular manifesta.
Exemplo clínico: Um paciente que refere dispneia ao subir dois lances de escada apresenta baixa capacidade funcional. No entanto, sem sinais de doença cardíaca ou vascular maior, é classificado como portador de preditor menor de risco.
Análise das alternativas incorretas:
B) Angina leve: Qualquer angina evidencia doença arterial coronariana. Nas diretrizes, a presença de sintomas isquêmicos (mesmo leves) já eleva o risco para eventos cardíacos maiores.
C) Doença cerebrovascular: Representa doença aterosclerótica estabelecida. O histórico de AVC ou AIT é critério de alto risco cardiovascular, conforme Ministério da Saúde e SBC.
D) Diabetes mellitus: Considerada fator major de risco cardiovascular, equiparável a doença coronariana, segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (p. 8-9).
E) Angina grave: Indica isquemia significativa e deve ser tratada como critério de altíssimo risco para eventos agudos perioperatórios (“sintomas típicos de angina CCS III ou IV”, SBC, 2020).
Dica de interpretação: Em provas, capacidade funcional reduzida é preditor menor, enquanto doenças clínicas manifesta (infarto, AVC, diabetes) são maiores. Atenção às palavras como “leve” e “grave” associadas à angina, pois refletem gravidade muito diferente.
Resumo: Somente a baixa capacidade funcional é considerada um preditor menor de risco cardiovascular. Os demais itens representam situações de alto risco e requerem atenção especial.
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