É preditor menor de risco cardiovascular:

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Q1050251 Medicina
É preditor menor de risco cardiovascular:
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Tema central: A questão aborda a estratificação do risco cardiovascular, aspecto fundamental para o manejo perioperatório em anestesiologia. Esse reconhecimento é essencial, pois o risco cardíaco influencia decisões quanto a exames, intervenções e liberação cirúrgica.

Justificativa da alternativa correta (A – Baixa capacidade funcional): A capacidade funcional é avaliada em equivalentes metabólicos (METs), diretamente relacionada ao prognóstico cardiovascular. Segundo as principais diretrizes nacionais (SBC, 2020) e internacionais (ACC/AHA), uma baixa capacidade funcional (< 4 METs) é considerada um preditor de menor risco dentre os fatores analisados. Ou seja, embora aumente o risco, seu impacto é inferior frente a outras comorbidades graves, como diabetes ou doença cardiovascular manifesta.

Exemplo clínico: Um paciente que refere dispneia ao subir dois lances de escada apresenta baixa capacidade funcional. No entanto, sem sinais de doença cardíaca ou vascular maior, é classificado como portador de preditor menor de risco.

Análise das alternativas incorretas:

B) Angina leve: Qualquer angina evidencia doença arterial coronariana. Nas diretrizes, a presença de sintomas isquêmicos (mesmo leves) já eleva o risco para eventos cardíacos maiores.

C) Doença cerebrovascular: Representa doença aterosclerótica estabelecida. O histórico de AVC ou AIT é critério de alto risco cardiovascular, conforme Ministério da Saúde e SBC.

D) Diabetes mellitus: Considerada fator major de risco cardiovascular, equiparável a doença coronariana, segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (p. 8-9).

E) Angina grave: Indica isquemia significativa e deve ser tratada como critério de altíssimo risco para eventos agudos perioperatórios (“sintomas típicos de angina CCS III ou IV”, SBC, 2020).

Dica de interpretação: Em provas, capacidade funcional reduzida é preditor menor, enquanto doenças clínicas manifesta (infarto, AVC, diabetes) são maiores. Atenção às palavras como “leve” e “grave” associadas à angina, pois refletem gravidade muito diferente.

Resumo: Somente a baixa capacidade funcional é considerada um preditor menor de risco cardiovascular. Os demais itens representam situações de alto risco e requerem atenção especial.

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A resposta correta é a alternativa A - Baixa capacidade funcional. A capacidade funcional se refere à habilidade do coração em suprir as necessidades metabólicas do organismo durante atividades físicas. Indivíduos com baixa capacidade funcional têm uma menor resistência aeróbica e podem apresentar sintomas como fadiga, dispneia e taquicardia durante a realização de atividades físicas. Estudos têm mostrado que a baixa capacidade funcional é um forte preditor de risco cardiovascular, independentemente da presença de outros fatores de risco, como hipertensão, colesterol elevado e tabagismo. Portanto, indivíduos com baixa capacidade funcional devem ser avaliados e tratados adequadamente para prevenir doenças cardiovasculares.

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