Qual é a consideração mais importante ao administrar anestes...
Gabarito comentado
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Tema central: anestesia local em gestantes. O foco é garantir eficácia analgésica com menor risco de toxicidade materno-fetal, considerando a farmacologia dos anestésicos e as adaptações fisiológicas da gestação.
Alternativa correta: A – “Escolher o anestésico local com menor risco de toxicidade sistêmica”.
Raciocínio: os anestésicos amida atravessam a placenta por difusão; quanto maior a concentração plasmática materna, maior a exposição fetal. Por isso, prefere-se lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000–1:200.000, fármaco com bom perfil de segurança na gestação (categorias históricas FDA: lidocaína/prilocaína B; mepivacaína, bupivacaína e articaína C). O vasoconstrictor reduz a absorção sistêmica, prolonga o efeito e diminui picos plasmáticos. Técnicas seguras: aspiração prévia, dose mínima eficaz, injeção lenta e fracionada. Evidências e diretrizes: ADA/ACOG e literatura clássica (Malamed – Handbook of Local Anesthesia; UpToDate) recomendam lidocaína com vasoconstrictor em gestantes, quando clinicamente indicado.
Análise das alternativas incorretas
B – “Minimizar o uso de anestesia...” Inadequado. Tratar dor sem anestesia é mais arriscado: aumenta catecolaminas endógenas, eleva PA e pode reduzir fluxo útero-placentário. O correto é anestesia eficaz e segura, não “o mínimo possível”. (ADA, ACOG, UpToDate).
C – “Administrar apenas no terceiro trimestre” Falso. Urgências podem ser tratadas em qualquer trimestre. Para eletivos, o 2º trimestre é mais confortável. No 3º, há risco de síndrome hipotensiva supina; posicionar em leve decúbito lateral esquerdo quando necessário. Restringir ao 3º trimestre não tem embasamento.
D – “Usar anestesia geral” Errado. A anestesia geral aumenta riscos maternos e fetais e não é indicada para procedimentos odontológicos de rotina. Se imprescindível, deve ocorrer em ambiente hospitalar com equipe obstétrica/anestésica.
E – “Autorização prévia do obstetra” Não é requisito para procedimentos odontológicos de rotina com anestesia local segura. A comunicação interdisciplinar é recomendada (p.ex., gestação de alto risco, polifarmácia), mas a exigência universal de autorização não consta nas diretrizes (ADA/ACOG; Ministério da Saúde/FEBRASGO).
Dicas de prova
- Prefira opções que priorizam segurança farmacológica e controle adequado da dor.
- Desconfie de afirmações absolutas: “apenas no 3º trimestre”, “evitar anestesia”, “sempre anestesia geral”.
- Cuidados práticos: aspirar, usar a menor dose eficaz, epinefrina em baixas concentrações, evitar injeção intravascular, posicionamento confortável (leve inclinação à esquerda no fim da gestação).
Referências essenciais: ADA (Gestation and Dental Care), ACOG Committee Opinions; Malamed S. Handbook of Local Anesthesia; UpToDate; FEBRASGO/Ministério da Saúde para atendimento odontológico na gestação.
Gabarito: A
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