De acordo com o algoritmo de manejo de hipersensibilidade a ...

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Q3950280 Medicina
De acordo com o algoritmo de manejo de hipersensibilidade a meios de contraste radiológico (RCM) atualizado em 2024, assinale a alternativa que indica a correta recomendação para pacientes com reação de hipersensibilidade imediata (IHR) moderada prévia, como urticária generalizada sem choque, que necessitam de reexposição urgente a RCM, considerando a eficácia superior da mudança para RCM com cadeia lateral diferente (DSC) em relação à premedicação e o valor preditivo negativo (NPV) dos testes cutâneos? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na IHR moderada prévia a RCM, como urticária generalizada sem choque, o algoritmo atualizado de 2024 recomenda priorizar RCM alternativo com cadeia lateral diferente, idealmente com teste cutâneo negativo quando viável; a troca do agente reduz mais recorrência do que a premedicação isolada, e o NPV dos testes cutâneos é alto o suficiente para apoiar essa escolha.

Tema central: Reexposição após IHR moderada
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a estratégia recomendada: coloca a premedicação isolada como prioridade e dispensa a troca para RCM com cadeia lateral diferente. Pela diretriz de 2024, na IHR moderada a medida principal para reduzir recorrência é usar contraste alternativo estruturalmente diferente, idealmente skin test-negativo. Premedicação pode ser adjuvante, mas não substitui a mudança do agente.
B
Errada
Está errada por propor reexposição ao RCM culpado com ajuste de dose e velocidade, como se isso substituísse a prevenção da recorrência. A base afirma que reutilizar o contraste implicado não é a recomendação preferencial após IHR moderada quando há possibilidade de agente alternativo. Além disso, a alternativa afirma NPV baixo dos testes cutâneos (<70%), o que contraria a base, que destaca NPV alto o suficiente para apoiar a seleção de alternativa.
C
Certa
A alternativa C segue o eixo decisivo do algoritmo de 2024: após IHR moderada prévia, a conduta preferencial é selecionar um RCM alternativo estruturalmente diferente do culpado, especialmente com cadeia lateral diferente, e usar o teste cutâneo para apoiar essa escolha, valorizando seu NPV alto sem tratá-lo como garantia absoluta. Isso está de acordo com a diretriz citada na base, que afirma que a troca do contraste é mais eficaz do que depender apenas de premedicação. A menção à premedicação como medida adjuvante não invalida a alternativa, porque o núcleo correto é a priorização do DSC com teste cutâneo negativo quando possível.
D
Errada
Está errada porque transforma NPV alto em autorização para reexposição ao próprio agente culpado e ainda propõe DPT com esse contraste em dose máxima como via de rotina. A base é explícita em dois pontos: teste negativo reduz risco, mas não zera risco; e a estratégia preferida não é provocar com o culpado para reuso, mas selecionar um RCM alternativo mais seguro, idealmente testado negativamente.
E
Errada
Está errada porque generaliza a substituição por gadolínio como se fosse a conduta padrão e afirma reatividade cruzada >50% independentemente da estrutura química. A base nega essa premissa: a reatividade cruzada entre RCM não é uniforme nem independente da cadeia lateral, e justamente por isso a diferença estrutural, incluindo grupamentos como carbamoil, tem relevância na escolha do contraste alternativo. Portanto, não se indica evitar sistematicamente todo RCM iodado quando há possibilidade de usar um DSC.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre alguma utilidade da premedicação e a estratégia realmente prioritária no algoritmo: em IHR moderada, o decisivo não é repetir o contraste culpado com H1/corticoide, mas trocar para RCM com cadeia lateral diferente, usando teste cutâneo para apoiar essa seleção. Outra armadilha é tratar NPV alto como se liberasse reexposição ao agente culpado.
Dica para questões semelhantes
  • Em IHR moderada ou grave a RCM, pense primeiro em evitar o contraste culpado e procurar um alternativo estruturalmente diferente.
  • Teste cutâneo negativo ajuda a escolher o RCM alternativo porque o NPV é alto, mas não significa risco zero.
  • Premedicação tem papel adjuvante e inferior à troca adequada do contraste; se a alternativa fizer dela a estratégia principal isolada, tende a estar errada.
  • Desconfie de opções que proponham reuso do RCM culpado apenas com ajuste técnico de dose, velocidade ou anti-histamínico.

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