Nesse caso, deve-se indicar imediatamente a provocação alim...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda a dermatite atópica (DA) em lactente, explorando a relação entre DA e alergia alimentar e a interpretação dos testes de IgE específica em alergologia pediátrica.
Comentário:
O erro mais frequente cometido na prática clínica — e cobrado na prova — é a indicação indevida de exclusão alimentar baseada apenas em testes laboratoriais sem correlação clínica. Neste caso, apesar da IgE específica para diversos alimentos estar baixa/positiva, a criança tolera esses alimentos normalmente na dieta, sem apresentar manifestações clínicas de alergia.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Dermatite Atópica do Ministério da Saúde, a retirada de alimentos só é recomendada quando há clara relação temporal entre ingestão e sintomas alérgicos (p. 43: “A exclusão de alimentos deve ser feita apenas quando há associação clínica consistente.”).
A sensibilização (teste IgE positivo) não equivale a alergia clínica. Muitos lactentes possuem IgE específica positiva para vários alimentos, mas não desenvolvem sintomas ao consumir esses itens — conceito defendido em consensos da Sociedade Brasileira de Pediatria e literatura internacional (UpToDate, Nelson, Braun-Falco).
Riscos de exclusão injustificada: Dietas restritivas sem necessidade podem resultar em déficit nutricional, carência de micronutrientes e comprometimento do crescimento. Além disso, a retirada e posterior reintrodução aumentam o risco de desenvolver alergia verdadeira.
Alternativa correta: E (errado)
Por quê? Não se indica provocação oral e retirada dos alimentos na ausência de sintomas clínicos. Se não há manifestações adversas, não há indicação de dieta de exclusão nem de teste de provocação.
Estratégia de prova: Questões desse tipo tentam induzir ao erro pelo uso de termos ambíguos (“IgE positiva”, “exames alterados”), mas o fundamental é sempre correlacionar a história clínica com exames complementares e lembrar o princípio: “Exame isolado não faz diagnóstico de doença alérgica.”
Resumo: A conduta é não excluir alimentos nem indicar provocação oral sem sintomatologia. Apenas retirar alimentos se houver relação temporal entre ingestão e sintomas. Essa é uma das bases da boa prática em alergia alimentar pediátrica.
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