Lactente de 2 meses com imunodeficiência combinada grave (SC...

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Q3950268 Medicina
Lactente de 2 meses com imunodeficiência combinada grave (SCID) confirmada por triagem neonatal e ausência de infecções ativas, mas com história familiar de infecções oportunistas e presença de um irmão pré-escolar frequentando creche. Considerando evidências de melhoria na sobrevivência pós-HCT em pacientes sem complicações infecciosas prévias e o equilíbrio entre riscos nosocomiais e exposição domiciliar, qual é a estratégia inicial de prevenção de infecções mais apropriada enquanto o lactente aguarda transplante de células hematopoéticas (HCT)?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que, na SCID, prevenir infecção antes do HCT melhora o prognóstico, e as diretrizes EBMT/ESID e a orientação da AAAAI recomendam isolamento enquanto o paciente se prepara para o transplante, evitando contato com pessoas com alta probabilidade de portar agentes infecciosos, como crianças pequenas em creche. Como o enunciado traz um irmão pré-escolar frequentando creche, o risco domiciliar de transmissão viral é relevante; por isso, entre as alternativas, o isolamento institucional imediato é a medida que melhor protege esse lactente.

Tema central: SCID pré-HCT
Análise das alternativas
A
Errada
Erra porque apoia a decisão na premissa de que o risco domiciliar seria aceitável em famílias sem crianças pequenas, mas esse não é o caso. A presença de irmão pré-escolar em creche muda o balanço de risco, tornando a exposição intradomiciliar relevante para um lactente com SCID aguardando HCT.
B
Errada
Erra ao tratar TMP-SMX e IgIV como suficientes sem isolamento formal e ao afirmar que o manejo ambulatorial não impacta a sobrevida independentemente do contexto familiar. Pela base, profilaxias adjuvantes não substituem redução de exposição, especialmente porque não anulam o risco de transmissão viral comunitária trazido pelo irmão em creche.
C
Errada
Reconhece o risco comunitário, mas falha ao propor adiamento do HCT por exposição potencial. O critério correto é o oposto: proteger intensamente o paciente e manter o plano de transplante, já que HCT precoce, antes de infecção, melhora a sobrevida. Adiar o tratamento curativo por mera exposição potencial contraria esse objetivo.
D
Errada
Erra ao afirmar equivalência entre isolamento domiciliar e hospitalar como regra geral e ao reduzir a prevenção a vigilância em casa. A base diz que essa equivalência não está consolidada e que o irmão em creche pesa contra simples manejo domiciliar. Além disso, monitoramento de linfócitos não substitui prevenção de exposição infecciosa.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque incorpora o dado decisivo do caso: lactente com SCID ainda sem infecção, aguardando HCT, mas com irmão de creche, o que aumenta de forma relevante a exposição a vírus comunitários. Nessa fase, a meta é evitar infecção antes do transplante, já que a ausência de infecção pré-HCT se associa a melhor desfecho. As diretrizes da base sustentam isolamento durante o preparo para HSCT e evitar contato com pessoas com alta probabilidade de portar agentes infecciosos, como crianças pequenas em creche. Entre as opções dadas, o isolamento institucional com limitação de visitas e uso de barreiras é a estratégia inicial mais protetiva para esse cenário específico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre triagem neonatal precoce e segurança para manejo ambulatorial amplo: detectar cedo reduz infecções pré-HCT, mas não elimina a necessidade de isolamento quando o domicílio tem fonte importante de exposição, como irmão pequeno em creche.
Dica para questões semelhantes
  • Em SCID aguardando HCT, o primeiro filtro é: há infecção ativa ou alto risco de adquiri-la antes do transplante? Isso define a intensidade da proteção.
  • Se o enunciado trouxer criança pequena em creche no domicílio, trate isso como aumento real de exposição comunitária, não como detalhe social irrelevante.
  • Profilaxias como TMP-SMX e IgIV podem compor o manejo, mas não substituem controle de contatos e isolamento quando o risco ambiental é alto.
  • Não escolha alternativas que atrasem HCT por exposição potencial; o objetivo é evitar infecção e manter o transplante em curso.

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