Durante um teste de provocação oral duplo-cego controlado po...

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Q3950266 Medicina
Durante um teste de provocação oral duplo-cego controlado por placebo (DBPCFC) para alergia mediada por IgE a amendoim em um paciente pediátrico de 5 anos, após a administração de uma dose cumulativa de 300 mg de proteína, o paciente desenvolve prurido oral moderado (sem angioedema ou comprometimento respiratório), eritema facial localizado (sem urticária generalizada) e uma queixa isolada de náusea sem vômito. Considerando os critérios de parada sugeridos na atualização de 2024 do “AAAAI–EAACI PRACTALL”, qual é a decisão mais apropriada, integrando considerações de segurança, redução de falsos-positivos e evidências de estudos intervencionais recentes? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No PRACTALL 2024, a interrupção/suspensão do avanço no TPO/DBPCFC é sugerida com um sintoma vermelho ou com dois sintomas laranja de categorias de órgãos distintas. No caso, prurido oral moderado e eritema facial localizado preenchem esse cenário de sintomas leves em sistemas diferentes, enquanto a náusea isolada permanece um achado subjetivo e não precisa ser tratada como critério decisivo independente. Por isso, a conduta correta é não avançar a dose e reavaliar, sem classificar o quadro como reação grave.

Tema central: Parada no DBPCFC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata o quadro como se autorizasse progressão direta. Pela atualização PRACTALL 2024, sintoma laranja não é critério de seguir automaticamente; ele exige pausa e reavaliação. Como há sintomas em mais de um sistema, avançar a dose sem observação contraria a segurança operacional do TPO.
B
Errada
Está errada porque superestima a gravidade. Prurido orofaríngeo associado a eritema facial localizado, sem angioedema relevante, sem urticária disseminada e sem sintomas respiratórios ou cardiovasculares, não define por si só reação grave nem anafilaxia estabelecida. A base afasta a ideia de parada imediata obrigatória apenas por essa combinação.
C
Certa
É a correta porque aplica a lógica do PRACTALL 2024: dois sintomas laranja em categorias distintas sustentam pausa e reavaliação, sem rotular o quadro como reação grave. A formulação da alternativa é operacional, mas está alinhada ao objetivo do protocolo de não avançar a próxima dose diante de sintomas leves multissistêmicos e de não dar peso excessivo à náusea subjetiva isolada.
D
Errada
Está errada porque depende de classificar o eritema facial localizado como sinal vermelho cutâneo, e a base não sustenta essa leitura. O PRACTALL 2024 exige qualificação do achado cutâneo, e eritema limitado/localizado não deve ser inflacionado para vermelho sem base objetiva correspondente. A alternativa ainda conclui parada definitiva de forma mais rígida do que o caso permite.
E
Errada
Está errada porque importa uma lógica de dessensibilização/imunoterapia para um DBPCFC diagnóstico. A base afirma que, diante de reação possível em curso, não há respaldo para continuar com dose reduzida como estratégia padrão; o correto é interromper temporariamente o escalonamento e observar.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre três coisas diferentes: prosseguir como se os sintomas fossem irrelevantes, parar definitivamente como se fosse anafilaxia grave e a conduta intermediária correta do PRACTALL 2024, que é pausar e reavaliar; além disso, tenta induzir o candidato a dar peso excessivo à náusea isolada e ao eritema facial localizado.
Dica para questões semelhantes
  • Em TPO/DBPCFC, primeiro classifique os sintomas no esquema verde/laranja/vermelho do protocolo citado antes de decidir avançar, pausar ou parar.
  • Sintoma gastrointestinal subjetivo isolado, como náusea sem achado objetivo associado, não deve sozinho definir positividade ou parada definitiva.
  • Múltiplos sintomas leves em órgãos distintos não equivalem automaticamente a anafilaxia grave; a ausência de sinais vermelhos muda a conduta.
  • Quando houver sintomas possíveis durante o escalonamento, a medida segura e fiel ao algoritmo é suspender o avanço da dose e reavaliar após curto período de observação.

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