Paciente com conjuntivite alérgica sazonal refratária não re...

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Q3950261 Medicina
Paciente com conjuntivite alérgica sazonal refratária não respondeu adequadamente a três semanas de terapia consistente com um anti-histamínico tópico com propriedades estabilizadoras de mastócitos e apresenta sintomas oculares graves persistentes sem evidência de olho seco concomitante ou conjuntivite tóxica. A partir desse quadro, qual é a abordagem terapêutica mais apropriada, considerando os riscos potenciais e a necessidade de supervisão especializada?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Falha após três semanas de anti-histamínico tópico com ação estabilizadora de mastócitos, em quadro grave e persistente de conjuntivite alérgica sazonal, indica escalonamento para corticosteroide tópico oftálmico de curto prazo, com supervisão oftalmológica.

Tema central: Escalonamento na alergia ocular
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque imunoterapia sublingual não é medida de resgate para sintomas oculares graves persistentes. Seu papel é etiológico e de médio/longo prazo, enquanto o caso exige supressão anti-inflamatória ocular imediata. Também erra ao dispensar avaliação oftalmológica em um cenário em que a própria segurança do tratamento e a exclusão de complicações exigem supervisão especializada.
B
Certa
A alternativa B é a única que junta os dois elementos decisivos do caso: controle anti-inflamatório eficaz para quadro ocular grave refratário e mitigação dos riscos próprios do corticosteroide ocular. Após tentativa adequada com colírio de dupla ação, o resgate clássico é corticosteroide tópico por curto período. A escolha de um esteroide de menor impacto pressórico, como loteprednol, é compatível com essa lógica, mas não elimina a necessidade de acompanhamento oftalmológico. Além disso, a alternativa posiciona corretamente a investigação alergológica e a eventual imunoterapia como estratégia complementar e etiológica, não como substituto do manejo agudo.
C
Errada
Está errada porque AINE tópico não é a melhor opção para inflamação alérgica ocular grave refratária. Embora atue sobre prostaglandinas, isso não o torna superior ao corticosteroide no resgate da inflamação ocular importante. A alegação de não elevar pressão intraocular não corrige o problema central, que é a menor eficácia anti-inflamatória para esse cenário.
D
Errada
Está errada porque vasoconstritores/descongestionantes tópicos não são estratégia apropriada de uso prolongado, devido a hiperemia rebote e toxicidade de superfície ocular. Anti-histamínico oral isoladamente também não substitui o tratamento local de uma conjuntivite alérgica grave refratária. Além disso, excluir corticosteroide com base em risco de perfuração corneana distorce o critério da questão: o ponto correto é uso curto e supervisionado, não evitação absoluta.
E
Errada
Está errada porque ciclosporina tópica não deve ser apresentada como superior ao corticosteroide para controle agudo da refratariedade sazonal, nem como opção sem riscos. A proposta de uso off label sem supervisão oftalmológica contraria o ponto de segurança mais importante do caso. Mesmo quando considerada em doença inflamatória ocular alérgica selecionada, ela não substitui automaticamente o resgate com corticosteroide no quadro agudo descrito.
Pegadinha da questão
A banca mistura tratamento etiológico de longo prazo e fármacos aparentemente mais “seguros” com uma situação que exige outra lógica: quadro ocular grave refratário pede corticosteroide tópico curto com supervisão oftalmológica, e não SLIT, AINE, vasoconstritor prolongado ou imunomodulador sem acompanhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Se houve falha após tentativa adequada com anti-histamínico tópico/estabilizador de mastócitos e o quadro segue grave, pense em escalonamento para corticosteroide tópico ocular de curta duração.
  • Em alergia ocular grave, a escolha da droga não depende só de eficácia: a necessidade de supervisão oftalmológica pode ser o critério que define a alternativa correta.
  • Imunoterapia alergênica pode ser complementar para controle etiológico, mas não substitui o manejo imediato de exacerbação ocular grave.
  • Não confunda menor risco de um fármaco específico com maior adequação clínica para resgate anti-inflamatório.

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