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Q3794623 Enfermagem
Um paciente de 40 anos, diagnosticado com HIV há seis meses, comparece ao serviço relatando tosse persistente, febre baixa, fadiga e diarreia crônica. A avaliação clínica revela linfadenopatia generalizada, perda ponderal de 5 kg em dois meses e contagem de linfócitos CD4 de 150 células/mm³. O histórico medicamentoso mostra uso recente de antibióticos e antifúngicos. Considerando a prevenção de complicações, coinfecções e adesão ao tratamento, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No caso de paciente com HIV e CD4 de 150 células/mm³, a base decisiva é o seguimento periódico com monitorização clínica e laboratorial, rastreamento de coinfecções/infecções oportunistas e reforço de adesão e prevenção da transmissão; isso corresponde à alternativa B e afasta as demais por formularem condutas absolutas ou inseguras.

Tema central: Seguimento no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a escolha da terapia antirretroviral não segue prioridade universal por inibidores de protease. O esquema deve ser individualizado conforme perfil clínico, comorbidades, tolerabilidade, contexto terapêutico e, de modo decisivo neste caso, interações medicamentosas. O uso recente de antibióticos e antifúngicos reforça justamente a necessidade de avaliar interações, o que inviabiliza a afirmação absoluta de que se deve sempre priorizar essa classe.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os componentes centrais do acompanhamento clínico-laboratorial no HIV: monitorização de carga viral, avaliação laboratorial periódica, investigação de coinfecções e infecções oportunistas e reforço de adesão ao tratamento com medidas de prevenção da transmissão. Isso é especialmente pertinente no cenário descrito, com imunossupressão importante pelo CD4 de 150 células/mm³ e sintomas sistêmicos e respiratórios/gastrointestinais que aumentam a necessidade de vigilância clínica.
C
Errada
Está errada porque CD4 < 200 células/mm³ é critério clássico para profilaxia primária contra Pneumocystis jirovecii. A indicação não depende de o paciente estar assintomático nem de ter tido infecção prévia. Portanto, a alternativa contraria diretamente o critério imunológico usado para prevenção de infecção oportunista em HIV avançado.
D
Errada
Está errada porque vacinas vivas atenuadas em pessoas com HIV não são administradas de forma rotineira e indiscriminada. A indicação depende da condição imunológica, especialmente do grau de imunossupressão, e de recomendações específicas para cada vacina. Generalizar seu uso independentemente da contagem de CD4 ignora um critério de segurança relevante em imunossuprimidos.
Pegadinha da questão
A banca explorou enunciados absolutos e inseguros: “sempre” e “independentemente” em A e D, além da falsa ideia em C de que a profilaxia contra Pneumocystis jirovecii só seria necessária se houvesse sintomas ou infecção prévia. O CD4 de 150 células/mm³ e os sintomas sistêmicos apontam justamente para seguimento intensivo, prevenção e rastreamento, favorecendo B.
Dica para questões semelhantes
  • Em HIV, acompanhe o caso pensando em quatro eixos: avaliação clínica, carga viral/CD4 e outros exames, rastreamento de coinfecções/infecções oportunistas e adesão/prevenção.
  • Se a alternativa trouxer conduta absoluta para TARV, desconfie: a escolha do esquema depende de individualização e interações medicamentosas.
  • CD4 abaixo de 200 células/mm³ deve acender o critério de profilaxia para Pneumocystis jirovecii, mesmo sem sintomas prévios.
  • Vacinas vivas em HIV não são decididas de forma genérica; dependem do estado imunológico e da vacina específica.

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