É indicação cirúrgica para insuficiênciamitral crônica:

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Q110895 Medicina
É indicação cirúrgica para insuficiênciamitral crônica:
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Tema central: A questão aborda a indicação cirúrgica na insuficiência mitral crônica, um ponto-chave no manejo das valvopatias. Reconhecer os critérios precisos para intervenção é fundamental para evitar deterioração irreversível da função cardíaca.

Justificativa da alternativa correta (C):
Pacientes assintomáticos com fração de ejeção (FE) < 60%, diâmetro sistólico final do VE > 45 mm e hipertensão pulmonar apresentam risco elevado de evolução desfavorável, justificando intervenção cirúrgica, mesmo sem sintomas. Esses critérios identificam início de disfunção ventricular e repercussão hemodinâmica.

Trecho das diretrizes:
“A intervenção é indicada (...) em pacientes assintomáticos com disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤ 60%) ou dilatação (diâmetro sistólico final do ventrículo esquerdo ≥ 40 mm).”
(Atualização das Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020)

Análise das alternativas incorretas:

A) Idade abaixo de 60 anos não é critério para cirurgia, mas pode ser considerada para prognóstico do procedimento ou escolha pela plástica mitral.

B) Assintomáticos com FE > 60%, sem FA: ausência de disfunção ventricular ou arritmia não indica cirurgia, pois o risco da operação supera o benefício.

D) Idade acima de 75 anos isola um fator de risco cirúrgico — a decisão depende de avaliação clínica global, não apenas da idade.

E) Assintomático com FE > 60%, DSF < 45 mm, sem HTP: todos os parâmetros estão fora dos critérios formais para intervenção precoce.

Dicas para provas:
Atenção a “assintomáticos” — só opere se houver repercussão objetiva (FE < 60%, DSF > 45 mm, Hipertensão pulmonar ou Fibrilação atrial). Identificar valores-limite e não se confundir com critérios isolados, como idade.

Resumo: A indicação cirúrgica na insuficiência mitral grave assintomática é baseada em alterações ecocardiográficas que sinalizam piora funcional do VE ou repercussão pulmonar. Essa conduta segue rigorosamente as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e manuais clássicos como o Harrison’s.

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