Paciente chagásico, de 40 anos, é admitido na emergência com...
A conduta CORRETA será a de iniciar
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Tema central: O caso refere-se a um paciente com cardiomiopatia chagásica, insuficiência cardíaca grave (fração de ejeção 20%), em quadro de choque cardiogênico (hipotensão, hipoperfusão, oligúria) sem sinais de congestão pulmonar.
Justificativa da alternativa correta (C – soro fisiológico):
O paciente apresenta sinais clínicos inequívocos de baixo débito (PA 70 x 40 mmHg, sonolência, extremidades frias) e ausência de congestão (sem estertores pulmonares). Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (2018), recomenda-se expansão volêmica cuidadosa (solução salina isotônica) para pacientes com sinais de hipoperfusão, na ausência de congestão pulmonar significativa. Isso visa restaurar o volume intravascular, melhorar o retorno venoso e otimizar o débito cardíaco.
Destaque: Expansão volêmica é a conduta inicial neste contexto, pois pode reverter a hipoperfusão de maneira rápida e segura quando não há congestão pulmonar.
Análise das alternativas incorretas:
A) Dobutamina: É inotrópico de escolha em choque cardiogênico refratário, mas a retenção volêmica insuficiente limita seu efeito. A diretriz recomenda usá-la após tentativa de expansão volêmica se não houver resposta.
B) Noradrenalina: Vasopressor reservado para hipotensão persistente após reposição volêmica adequada ou na presença de instabilidade grave. Não é primeira escolha sem tentar expansão volêmica.
D) Levosimendan/milrinone: São alternativas inotrópicas, principalmente se houver bloqueio beta-adrenérgico importante, porém não substituem a expansão volêmica inicial quando há volemia reduzida.
E) Prova de atropina: Indicada em bradicardia sintomática relevante, o que não é o caso do paciente (FC 68 bpm). Não é indicada para tratar choque cardiogênico.
Pegadinha clássica: Neste contexto, muitos candidatos tendem a escolher inotrópicos de imediato. Atenção aos sinais de volemia e congestão: a ausência de estertores favorece abordagem volêmica antes da inotrópica!
Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (2018): “Em pacientes com insuficiência cardíaca aguda e sinais de hipoperfusão periférica, a expansão volêmica com solução salina isotônica pode ser considerada, especialmente na ausência de congestão pulmonar significativa.”
Dica para prova: Em pacientes sem sinais de congestão e com hipoperfusão, inicie com soro fisiológico antes de avançar para drogas vasoativas.
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