A grande vantagem do cadastramento de fornecedores de matér...
Gabarito comentado
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Tema central: controle de fornecedores nas Boas Práticas de Fabricação (BPF) em indústrias de produtos de origem animal. Em HIPOA, a qualificação de fornecedores é um pré-requisito essencial para garantir matérias-primas seguras e compatíveis com o HACCP.
Gabarito: E (errado)
Justificativa: Somente cadastrar o fornecedor não torna opcional a realização de visitas técnicas periódicas. O programa de BPF exige um sistema de aprovação, monitoramento e reavaliação de fornecedores, com critérios definidos por análise de risco (natureza do insumo, impacto na segurança do alimento, histórico de conformidade). Para fornecedores críticos (ex.: culturas láticas, aditivos funcionais, embalagens primárias em contato direto), são recomendados auditorias/visitas in loco, verificações de BPF e revisão de evidências como CoA, certificações e resultados analíticos.
Base normativa e técnica: Codex Alimentarius – General Principles of Food Hygiene (CXC 1-1969, revisão 2020) requer aprovação e monitoramento de fornecedores; ISO 22000:2018 (cláusula 8.4) determina controle de processos/produtos providos externamente; no Brasil, o RIISPOA (Decreto 9.013/2017) e os guias do MAPA/DIPOA exigem BPF e verificação de insumos, com reavaliações periódicas e evidências objetivas. Em esquemas reconhecidos pela GFSI (ex.: FSSC 22000), auditorias de fornecedores são práticas esperadas quando o risco o justifica.
Análise das alternativas:
- E – errado (correta na prova): está alinhada às BPF. Cadastro é apenas a porta de entrada; não elimina visitas, auditorias ou monitoramentos, sobretudo para insumos de alto risco.
- C – certo (incorreta): incorre no erro de achar que o “cadastro” substitui a revalidação periódica. Isso contraria o controle baseado em risco e compromete a rastreabilidade e a segurança do alimento.
Pegadinha da questão: expressões absolutas como “torna opcionais” e “grande vantagem” frequentemente sinalizam erro em BPF. Em provas, associe: cadastro = etapa documental inicial; qualificação contínua = inclui, quando aplicável, visitas técnicas.
Exemplo prático: fornecedor de tripas naturais para embutidos. Por risco microbiológico e impacto direto no produto, a indústria deve realizar: cadastro, avaliação de certificados, auditoria/visita periódica, recebimento com inspeção e, quando necessário, análises laboratoriais.
Referências essenciais: Codex CXC 1-1969 (2020); ISO 22000:2018; RIISPOA (Decreto 9.013/2017); Guias MAPA/DIPOA de BPF e HACCP; esquemas GFSI (FSSC 22000).
Estratégia para a prova: diante de afirmações que “substituem” etapas de verificação por mero cadastro, marque como incorretas; em BPF, prevalecem verificação independente, periodicidade definida por risco e evidências objetivas.
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