Para fins de vigilância epidemiológica, qual o exemplo de ev...

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Ano: 2004 Banca: CESGRANRIO Órgão: SECAD-TO
Q1194378 Medicina
Para fins de vigilância epidemiológica, qual o exemplo de evidência laboratorial comprobatória de infecção pelo HIV?
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Tema central: A questão aborda os métodos laboratoriais para confirmação da infecção pelo HIV em vigilância epidemiológica. É fundamental distinguir testes de triagem (alto grau de sensibilidade, mas sujeitos a falso-positivos) dos confirmatórios (alta especificidade, conferindo validade ao diagnóstico).

Justificativa da alternativa correta (E): O teste de imunofluorescência é considerado pelas diretrizes do Ministério da Saúde como um método confirmatório. Segundo o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV – 4ª edição: “Imunofluorescência indireta: empregado como teste confirmatório para a presença de anticorpos específicos contra o HIV.” Ou seja, quando um teste de triagem (como ELISA) dá positivo, utiliza-se um teste confirmatório, e a imunofluorescência é um dos principais métodos para isso, assegurando a evidência laboratorial comprobatória para notificação e acompanhamento epidemiológico.

Análise das alternativas incorretas:

A) ELISA: É teste de triagem. Embora muito sensível, por si só não confirma diagnóstico, pois pode apresentar resultados falso-positivos.

B) EIA: “Enzyme Immunoassay” engloba métodos como ELISA e outros, igualmente utilizados para triagem e não para confirmação.

C) MEIA: “Microparticle Enzyme Immunoassay” é um aprimoramento do EIA, igualmente classificado como triagem, não como método confirmatório.

D) Quimioluminescência: Usada em plataformas automatizadas para triagem, também não entra como teste confirmatório principal para HIV pelas recomendações oficiais.

Ponto-chave: A pegadinha fica por conta de associarem grandes nomes de exames ao diagnóstico do HIV; porém, apenas os métodos confirmatórios (como Imunofluorescência e Western blot) validam o diagnóstico para fins de vigilância e notificação. Atenção ao termo “evidência comprobatória”!

Estratégia de prova: Sempre leia com atenção os termos “triagem” x “confirmação” nas alternativas. Foque em protocolos oficiais (exemplo: Manual Técnico do HIV). Questões assim cobram não só conhecimento técnico, mas também interpretação criteriosa do edital.

Conclusão: O diagnóstico laboratorial definitivo da infecção pelo HIV exige a combinação de triagem e teste confirmatório. Para vigilância epidemiológica, a imunofluorescência é um método confirmatório padrão nas diretrizes brasileiras e internacionais.

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O que é método imunofluorescência?

Técnica que possibilita a visualização de antígenos nos tecidos ou em suspensões celulares, por meio da utilização de anticorpos específicos, marcados com fluorocromo, capazes de absorverem a luz ultra-violeta (UV), emitindo-a num determinado comprimento de onda, permitindo sua observação ao microscópio

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