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Q4039525 Medicina
Um homem de 36 anos é levado ao pronto-socorro por sua esposa depois de experimentar 3 dias de alucinações auditivas e crença de que agentes secretos o espionam. Ele fecha todas as persianas da casa e fica agitado quando alguém as abre. Não há histórico psiquiátrico prévio e nenhum histórico médico além de ter “pressão alta limítrofe” e “precisar perder alguns quilos”. Sua esposa relata que ele frequentemente tenta novas estratégias para perder peso e recentemente começou o jejum intermitente para “acelerar seu metabolismo”. O paciente nega uso de drogas e raramente ingere bebidas alcoólicas. A revisão dos sistemas não é digna de nota, exceto por cólicas abdominais recentes. Foi levantada a hipótese diagnóstica de porfiria aguda intermitente. Qual das alternativas a seguir seria a próxima etapa em sua investigação diagnóstica?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A suspeita de porfiria aguda intermitente, sustentada por quadro neuropsiquiátrico agudo com cólica abdominal e precipitação por jejum, deve ser investigada por dosagem urinária de precursores da porfirina, especialmente PBG e ALA, idealmente durante a crise; entre as alternativas, a única compatível com essa investigação é a coleta de urina.

Tema central: Diagnóstico de porfiria aguda
Análise das alternativas
A
Errada
EEG não confirma porfiria aguda intermitente. Ele teria utilidade se a suspeita principal fosse crise epiléptica ou encefalopatia, mas aqui a hipótese já direcionada é metabólica, sustentada por dor abdominal e jejum. O exame que responde a essa hipótese é a pesquisa urinária de precursores do heme, não a avaliação eletrofisiológica cerebral.
B
Errada
TC de crânio pode entrar na investigação de psicose secundária quando há suspeita de lesão estrutural aguda, mas não é o exame confirmatório nem o próximo passo mais específico para porfiria aguda intermitente. O padrão clínico descrito é neurovisceral e metabólico, e a confirmação da linha diagnóstica depende de metabólitos urinários aumentados.
C
Errada
Encaminhamento para neurologista não é etapa diagnóstica imediata e não substitui o exame objetivo que testa a hipótese levantada. A questão pede a próxima etapa da investigação, e o critério técnico é solicitar o exame específico para porfiria, não um referral inespecífico sem ganho etiológico imediato.
D
Errada
RM de crânio também não investiga o defeito metabólico presumido. Mesmo sendo mais sensível que a TC para várias alterações estruturais, continua sem responder à hipótese de porfiria aguda intermitente. O diagnóstico dessa condição depende da detecção urinária de ALA/PBG durante o episódio, e não de neuroimagem.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque aponta para a investigação urinária da hipótese de porfiria aguda intermitente. O quadro descrito associa psicose aguda sem antecedente psiquiátrico, dor abdominal e gatilho por jejum, compatíveis com crise neurovisceral de porfiria. Nessa situação, a avaliação diagnóstica é urinária, com pesquisa de precursores da via do heme, especialmente PBG e ALA, idealmente durante a crise. A opção de coleta de urina de 24 horas foi aceita pela prova como a única alternativa urinária disponível.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de tratar a psicose aguda como indicação automática de neuroimagem ou EEG, mas o enunciado dá pistas de causa orgânica específica: ausência de antecedente psiquiátrico, dor abdominal e precipitação por jejum, o que desloca a investigação para exame urinário direcionado à porfiria.
Dica para questões semelhantes
  • Em psicose aguda sem história psiquiátrica prévia, procure sinais de causa médica associados ao quadro mental, como dor abdominal e gatilhos metabólicos.
  • Jejum ou restrição de carboidratos é pista importante para crise de porfiria aguda hepática.
  • Quando a hipótese é porfiria aguda intermitente, o exame decisivo é urinário para precursores da via do heme, não EEG nem neuroimagem.
  • Se a questão já oferece uma hipótese etiológica específica, escolha o exame que a testa diretamente.

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