Um servidor público, exercendo funções e poderes específicos...
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Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a regra do Decreto nº 1.171/1994, Seção I, inciso VII: a publicidade é regra, mas há exceções legais de sigilo. Como o enunciado fala em recebimento de informação sigilosa, a conduta correta é verificar o enquadramento normativo para mantê-la ou divulgá-la, o que leva à alternativa A.
- Em questões sobre sigilo, primeiro identifique se a norma trata a publicidade como regra com exceções legais.
- Se o enunciado mencionar informação sigilosa, a resposta correta deve depender do enquadramento normativo da informação, não de iniciativa pessoal do servidor.
- Desconfie de alternativas que imponham divulgação automática ou restrição de acesso com destinatários fixos sem apoio expresso na norma.
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Gabarito A)
A alternativa correta é a A: avaliar o conteúdo da informação, prevalecendo o que está disposto no Código de Ética vinculado a sua organização ou área de atuação, e ainda a leis ou normas em vigor, de forma a manter ou divulgar a informação.
Justificativa:
No trato com informações no serviço público, o servidor deve pautar sua conduta pelo princípio da legalidade e da responsabilidade ética. A alternativa A descreve perfeitamente esse dever de cautela: ao receber um dado classificado ou de natureza sigilosa, o agente não deve agir de forma impensada ou meramente passiva; ele deve analisar o contexto com base estrita no Código de Ética da instituição, na Lei de Acesso à Informação (LAI) e nas demais normas vigentes para determinar se o conteúdo realmente exige a manutenção do sigilo (para proteger a segurança do Estado ou a intimidade de terceiros) ou se há dever legal de compartilhamento/divulgação com as autoridades competentes.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. O servidor não pode atuar de forma "passiva" ou tratar uma informação comprovadamente sigilosa com o "mesmo rigor que as comuns". Dados sigilosos exigem protocolos especiais de armazenamento, manuseio e restrição de acesso que as informações comuns não possuem.
C) Incorreta. Embora a transparência seja a regra na Administração Pública, o princípio da publicidade não é absoluto. A própria legislação (como a LAI) prevê exceções de sigilo (segurança do Estado, investigações em curso, dados pessoais). Publicizar uma informação sabidamente sigilosa sem amparo legal constitui infração disciplinar grave e, em alguns casos, crime.
D) Incorreta. Não cabe ao servidor, individualmente e por iniciativa própria, "investigar" por conta própria as origens de toda informação recebida sob o pretexto de "atuar pela verdade". Ele deve seguir os canais institucionais e as competências legais atribuídas ao seu cargo.
E) Incorreta. Restringir o acesso a setores genéricos (como recursos humanos ou comitês de ética) sem critérios técnicos de classificação não é o procedimento legal correto. O acesso a informações sigilosas deve obedecer à estrita "necessidade de conhecer" e aos níveis de credenciais de segurança definidos nas normas da instituição, e não servir como um mecanismo genérico de proteção pessoal do servidor.
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