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Q4193724 Ética na Administração Pública
Um servidor público, exercendo funções e poderes específicos para a administração pública, ao receber uma informação sigilosa, deverá proceder da seguinte forma:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era a regra do Decreto nº 1.171/1994, Seção I, inciso VII: a publicidade é regra, mas há exceções legais de sigilo. Como o enunciado fala em recebimento de informação sigilosa, a conduta correta é verificar o enquadramento normativo para mantê-la ou divulgá-la, o que leva à alternativa A.

Tema central: informação sigilosa
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque segue a lógica normativa do Código de Ética: a divulgação de atos e informações na Administração não é automática nem proibida em abstrato. O critério é jurídico: deve-se observar o regime aplicável ao sigilo, já que o Decreto admite a publicidade como regra, mas ressalva expressamente as hipóteses legais em que a informação deve ser preservada. Por isso, a conduta adequada é avaliar a informação conforme o código e as normas vigentes para decidir entre manter ou divulgar.
B
Errada
Está errada porque trata a informação sigilosa como se devesse receber o mesmo tratamento de uma informação comum, apenas com cuidado pessoal. Isso contraria o critério decisivo da questão: informação sigilosa está submetida a regime jurídico próprio, não ao mesmo regime das informações comuns.
C
Errada
Está errada porque transforma a transparência em dever de divulgação irrestrita. O inciso VII do Código afasta essa leitura ao prever exceções expressas de sigilo que devem ser preservadas nos termos da lei.
D
Errada
Está errada porque desloca a resposta para investigar origem e documentação da informação. Esse não é o critério ético específico exigido pelo simples recebimento de informação sigilosa; a decisão correta depende do enquadramento normativo do sigilo.
E
Errada
Está errada porque inventa um fluxo fixo de acesso restrito à chefia, RH e comitês de ética. A base decisiva não sustenta esse procedimento: o que define a conduta é o regime legal do sigilo, e não essa lista fechada de destinatários.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar o princípio da publicidade como autorização para divulgar sempre, ou então substituir o critério legal do sigilo por prudência pessoal ou por um procedimento inventado de encaminhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre sigilo, primeiro identifique se a norma trata a publicidade como regra com exceções legais.
  • Se o enunciado mencionar informação sigilosa, a resposta correta deve depender do enquadramento normativo da informação, não de iniciativa pessoal do servidor.
  • Desconfie de alternativas que imponham divulgação automática ou restrição de acesso com destinatários fixos sem apoio expresso na norma.

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Gabarito A)

A alternativa correta é a A: avaliar o conteúdo da informação, prevalecendo o que está disposto no Código de Ética vinculado a sua organização ou área de atuação, e ainda a leis ou normas em vigor, de forma a manter ou divulgar a informação.

Justificativa:

No trato com informações no serviço público, o servidor deve pautar sua conduta pelo princípio da legalidade e da responsabilidade ética. A alternativa A descreve perfeitamente esse dever de cautela: ao receber um dado classificado ou de natureza sigilosa, o agente não deve agir de forma impensada ou meramente passiva; ele deve analisar o contexto com base estrita no Código de Ética da instituição, na Lei de Acesso à Informação (LAI) e nas demais normas vigentes para determinar se o conteúdo realmente exige a manutenção do sigilo (para proteger a segurança do Estado ou a intimidade de terceiros) ou se há dever legal de compartilhamento/divulgação com as autoridades competentes.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Incorreta. O servidor não pode atuar de forma "passiva" ou tratar uma informação comprovadamente sigilosa com o "mesmo rigor que as comuns". Dados sigilosos exigem protocolos especiais de armazenamento, manuseio e restrição de acesso que as informações comuns não possuem.

  • C) Incorreta. Embora a transparência seja a regra na Administração Pública, o princípio da publicidade não é absoluto. A própria legislação (como a LAI) prevê exceções de sigilo (segurança do Estado, investigações em curso, dados pessoais). Publicizar uma informação sabidamente sigilosa sem amparo legal constitui infração disciplinar grave e, em alguns casos, crime.

  • D) Incorreta. Não cabe ao servidor, individualmente e por iniciativa própria, "investigar" por conta própria as origens de toda informação recebida sob o pretexto de "atuar pela verdade". Ele deve seguir os canais institucionais e as competências legais atribuídas ao seu cargo.

  • E) Incorreta. Restringir o acesso a setores genéricos (como recursos humanos ou comitês de ética) sem critérios técnicos de classificação não é o procedimento legal correto. O acesso a informações sigilosas deve obedecer à estrita "necessidade de conhecer" e aos níveis de credenciais de segurança definidos nas normas da instituição, e não servir como um mecanismo genérico de proteção pessoal do servidor.

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