A transmissão de pessoa a pessoa tem sido apontada corretam...
Gabarito comentado
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Tema central: dinâmica de transmissão da influenza aviária (H5N1/H7N9) em humanos e fonte mais comum de infecção.
Gabarito: E (errado).
Justificativa da resposta: A infecção humana por influenza aviária ocorre predominantemente por exposição zoonótica — contato direto com aves doentes/mortas, secreções, fezes ou ambientes contaminados (mercados de aves vivas). A transmissão sustentada de pessoa a pessoa é rara e, quando descrita, limitou-se a clusters familiares ou hospitalares, sem manutenção na comunidade. Assim, afirmar que a via mais frequente é humano-humano contraria as evidências epidemiológicas.
Evidências e diretrizes: A OMS e a FAO/WOAH reportam, desde 2003 (H5N1) até os surtos recentes (clado 2.3.4.4b), que a via principal é animal→humano, com raros eventos não sustentados humano→humano. Relatos de 2023–2025 (incluindo casos ocupacionais e conjuntivite associada a exposição a mamíferos infectados) não mudaram esse padrão. Referências: OMS (Avian influenza in humans, atualizações 2024–2025), UpToDate: “Avian influenza in humans”; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Fisiopatologia resumida (por que não se transmite bem entre humanos?): Cepas aviárias preferem receptores de ácido siálico α2,3 (abundantes em aves e no trato respiratório inferior humano), enquanto a transmissão eficiente entre humanos exige afinidade por α2,6 (vias aéreas superiores). Essa barreira de receptor reduz a eficiência do contágio humano-humano.
Diagnóstico e manejo (para contextualizar): Suspeita clínica em expostos a aves/ambientes contaminados com febre, sintomas respiratórios e achados graves (pneumonia, SDRA). Confirmação por RT-PCR específico para A(H5/H7) de swab naso/orofaríngeo ou trato inferior. Tratamento: oseltamivir o mais precocemente possível, suporte respiratório e medidas de controle de infecção (EPI, isolamento). Profilaxia e vigilância seguem orientações OMS/Ministério da Saúde.
Estratégia para a prova: Palavras como “mais frequente” e “corretamente apontada” exigem confrontar com dados epidemiológicos. Em influenza aviária, se não houver evidência de transmissão sustentada, a resposta tende a negar humano-humano como principal via.
Análise da alternativa incorreta (C – certo): Seria correta apenas se houvesse transmissão comunitária sustentada entre humanos, o que não é observado. Clusters esporádicos não alteram o padrão predominante de exposição a aves/ambientes contaminados como fonte primária.
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