São fatores de risco comumente associados para ruptura de pa...

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Q110893 Medicina
São fatores de risco comumente associados para ruptura de parede livre de VE, com EXCEÇÃO de:
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Tema central: A questão aborda os fatores de risco clássicos para ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo (VE) após Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), uma complicação grave e geralmente letal. Conhecer esses fatores é essencial para avaliação prognóstica e manejo do paciente pós-IAM.

Justificativa da alternativa correta (B):
O sexo masculino não é fator de risco tradicional para ruptura da parede livre do VE. Pelo contrário, as diretrizes, como a "V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do IAM com Supra de ST" (p. 35), ressaltam que esse evento é mais frequente em idosos e, especialmente, mulheres, muitas vezes previamente hipertensas. Portanto, a alternativa B corretamente representa a exceção pedida pela questão.

Análise das alternativas incorretas:

A) Idade >60 anos:
O risco aumenta significativamente com a idade, principalmente em pessoas acima de 60 anos, devido à fragilidade tecidual. Cite-se a diretriz: “Acomete com maior frequência pacientes idosos e mulheres.”

C) Terapêutica trombolítica:
O uso de trombolíticos, sobretudo quando administrados tardiamente (>14h do início dos sintomas), favorece a ocorrência de ruptura ao promover lise do trombo e aumento da necrose miocárdica aguda, conforme enfatiza o protocolo citado.

D) IAM com lesão uniarterial:
O IAM uniarterial está relacionado a ausência de circulação colateral, o que agrava a necrose transmural, elevando o risco de ruptura. Assim, pacientes com doença uniarterial estão entre os perfis de maior risco.

E) Hipertensão arterial:
A hipertensão arterial durante o IAM promove aumento da tensão parietal, facilitando a ruptura das áreas enfraquecidas do miocárdio.

Estratégias para provas: Sempre destaque “com exceção” (possível pegadinha!). O candidato deve saber diferenciar os perfis clássicos de risco e reconhecer que, nesse cenário, sexo masculino não é fator de risco predominante. É fundamental associar os fatores de risco às características fisiopatológicas do evento.

Referências e orientação prática:
Segundo a V Diretriz, bem como literaturas como Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate, reforça-se a importância do sexo feminino, idade avançada, hipertensão, IAM uniarterial e uso de trombolíticos como principais fatores de risco para ruptura do VE.

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