Lance de bola parada foi debatido na manhã do sábado, dia da
partida
Por Letícia Marques — Rio de Janeiro
30/11/2025 07h00
O Flamengo venceu o Palmeiras e conquistou o
tetracampeonato da Libertadores, tornando-se o primeiro
brasileiro a completar esse feito. Danilo foi o herói da partida,
autor do único gol no Monumental de Lima. Mas qual foi o
segredo por trás desse lance?
Danilo descobriu que seria titular na manhã de sábado,
dia do jogo. Ortiz foi preparado para retornar nesta final, mas
um incômodo no tornozelo direito, o qual tinha lesionado, no
treino de sexta o impediu de ser titular. Foi então que a
comissão técnica do Flamengo preparou um plano de jogo com
o camisa 13.
Rodrigo Caio se juntou à comissão técnica de Filipe Luís
em maio e, desde então, tornou-se um dos personagens
principais na preparação das bolas paradas, tanto defensivas
quanto ofensivas. Mas ele não trabalhou sozinho. Para executar
o treinamento em campo, há um trabalho feito fora dos
gramados.
Os analistas de desempenho do Flamengo se dividem
para apresentar os dados de qualquer fase do jogo para a
comissão técnica. No caso do Rodrigo Caio, ele estuda e analisa
os dados das bolas paradas de olho nos pontos fortes e fracos
dos adversários. No ensaio dos lances, Filipe Luís está sempre
ao lado do ex-zagueiro. O auxiliar Marcio Torres é outro que
participa ativamente.
Na manhã de sábado, horas antes do jogo contra o
Palmeiras, os jogadores tomaram conhecimento de um plano
que era ter Danilo como homem livre na bola parada. Para isso,
um dos companheiros seria responsável pelo bloqueio do
marcador. No lance do gol, Arrascaeta é quem bate o escanteio,
e Jorginho é quem faz a parede na marcação do Palmeiras.
— Já te digo que fazer o gol da final não estava nesse
script. Mas, por acaso, hoje a gente preparou a bola parada de
uma maneira que eu era o homem livre. Então a gente sabia que
eu ia ter a oportunidade se a bola fosse no lugar que a gente
trabalhou. E aí a competência do Arrascaeta que bateu, a minha
competência de achar o tempo da bola e afundar pra dentro gol
— revelou Danilo.
— Tem um pouco de instinto. Falei com o pessoal que
se tiver algum vídeo antes (da cabeçada) vão me ver falando
"procura a bola, procura a bola". Depois tem o bloqueio do
Jorginho. Um de nós estaria livre. É o trabalho do Rodrigo
(Caio). É todo o conjunto de fatores que a gente trabalha para
fazer a diferença. Foi de olho aberto (a cabeçada)! —
completou o zagueiro.
Rodrigo Caio foi a peça escolhida a dedo por Filipe Luís
para compor a sua comissão técnica depois da demissão de
Alegria, que era um dos responsáveis pelos treinos de bola
parada e foi demitido pelo Flamengo em maio. A decisão se
passou pela necessidade de ter alguém com vivência dentro de
campo e que pudesse usar esta experiência para discutir as
decisões do dia a dia.
A carreira como zagueiro o consolidou para trocar
informações sobre bola parada e, aos poucos, tornou-se a
referência na comissão técnica. Curiosamente, com os ensinamentos de um ex-zagueiro multicampeão, os defensores
do elenco colecionam bons números.
Ao todo, na temporada, Danilo tem quatro gols e duas
assistências em 34 jogos, e Léo Ortiz tem exatamente a mesma
participações em gols, mas em 52 jogos. Enquanto isso, Léo
Pereira soma cinco gols em 59 partidas.
Disponível em
https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2025/11/30/saiba-osegredo-por-tras-do-gol-do-tetracampeonato-do-flamengo.ghtml
Na descrição do gol, Danilo revela: “eu era o homem
livre”. Considerando o planejamento de bola parada
da comissão técnica, a expressão homem livre refere-se ao jogador que
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