Como garantir a dose necessária de vitamina D –
sem suplementos
A carência dessa molécula é um problema global.
Mas o excesso também traz riscos. Entenda como
fazer o balanço ideal.
Manuela Mourão
De todas as vitaminas que fazem o nosso corpo
funcionar, uma das mais conhecidas é a D. A “vitamina
do sol” ajuda a manter os ossos fortes, auxilia
os músculos e o sistema imunológico.
Não só: essa molécula desempenha papéis
importantes pelo corpo, como nas vias neurológicas e
nas cascatas de sinalização relacionadas à saúde
mental. [...]
Muitas pessoas acabam optando pela
suplementação para resolver a carência de vitamina D.
Sem orientação médica, porém, isso pode ser um
problema, já que níveis acima de 100 ng/mL podem
indicar risco de toxicidade (esses dados podem ser
obtidos por exames de sangue simples).
Afinal, qual a melhor saída para garantir que os
níveis ideais estejam sendo absorvidos pelo corpo?
A maneira mais fácil é a mais conhecida: pelo sol.
Dois tipos de raios ultravioleta chegam até a nossa
pele: o UVA, que bronzeia e envelhece, e o UVB, que
queima e fabrica vitamina D. Os dois, porém, podem
causar câncer de pele. Para quem tem pele clara,
bastam de 10 a 20 minutinhos de sol, três vezes por
semana, para garantir a dose de vitamina D. Já peles
mais escuras precisam de um tempinho maior: até
cinco vezes mais.
Mas não é tão simples: tudo depende da hora do dia,
da estação e até de onde você está no planeta. O ideal
é pegar sol entre 10h e 15h, quando os raios UVB
estão em ação. De manhã cedo, no fim da tarde ou no
inverno, esses raios passam por um caminho mais
longo e são bloqueados pelo ozônio.
E não adianta tentar se bronzear pela janela: vidro,
nuvem e poluição também barram a vitamina D. A boa
notícia? Protetor solar, ao contrário do que se pensava,
não atrapalha tanto assim a produção desse nutriente,
segundo estudos mais recentes.
Porém, mesmo nesse país tropical, às vezes falta
sol. Esse problema é recorrente em países do
hemisfério norte, que lidam com invernos intensos e
até meses sem a luz do astro. Nestes locais, a
quantidade de vitamina D costuma ser garantida via
alimentação.
Os campeões naturais da vitamina D são os peixes
gordurosos – tipo truta, atum, salmão e cavala – além
dos óleos de fígado de peixe e cogumelos expostos à
luz UV. Dá pra encontrar um pouco também em gema
de ovo, queijo e fígado bovino. [...]
No entanto, tudo tem um limite: muita vitamina D
pode causar náusea, fraqueza muscular, confusão,
vômitos, desidratação e, em casos mais graves,
podem levar a problemas nos rins e no coração.
Por fim, a recomendação não muda: incluir
suplementos na dieta só é necessário e recomendado
com acompanhamento médico.
Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/como-garantir-adose-necessaria-de-vitamina-d-sem-suplementos/. Acesso em: 30
jun. 2025.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o excerto “Os dois, porém, podem causar câncer de pele. Para quem tem pele clara, bastam de 10 a 20 minutinhos de sol [...]”.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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