Em relação ao uso de antibiótico profilático em cirurgia, a...
Gabarito comentado
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Tema central: O uso de antibiótico profilático em cirurgia é fundamental para a prevenção de infecções do sítio cirúrgico. Sua administração deve ser criteriosa para evitar complicações infecciosas sem aumentar as taxas de resistência bacteriana.
Análise da alternativa B (Gabarito da questão): B) É raro o surgimento de cepas de microrganismos resistentes ao antimicrobiano utilizado.
Apesar de constar como gabarito, esta alternativa está incorreta à luz das melhores evidências médicas. O uso de antibióticos, mesmo quando profilático, pode contribuir significativamente para o surgimento de cepas resistentes, especialmente se houver erro na escolha do agente, espectro muito amplo ou tempo prolongado de uso. Estudos, como citado na "Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba", indicam que não é raro o surgimento de bactérias multirresistentes após uso profilático inadequado.
Análise das alternativas incorretas:
A) Deve-se utilizar preferencialmente antibióticos bacteriostáticos.
Esta proposição é incorreta. Prefere-se os bactericidas na profilaxia cirúrgica, pois são mais eficazes na eliminação dos agentes patogênicos durante e logo após o procedimento. Os bacteriostáticos apenas inibem o crescimento, não matando as bactérias, o que é insuficiente em cirurgias (referência: UpToDate, “Prophylactic antibiotics in surgery”).
C) Deve cobrir todos os possíveis patógenos que possam proporcionar infecção local e sistêmica.
Está errada. A profilaxia deve focar nos patógenos mais prováveis para aquele tipo de cirurgia, e não cobrir toda a flora bacteriana. O uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro contribui para resistência microbiana, conforme recomendado nas diretrizes do Ministério da Saúde.
D) Deve ser iniciado pelo menos 12 horas antes do ato cirúrgico para obter níveis plasmáticos satisfatórios.
Resposta incorreta. O correto é administrar o antibiótico cerca de 30 a 60 minutos antes da incisão, para garantir níveis adequados no tecido durante o procedimento (PCDT Ministério da Saúde, p.10).
Pegadinha: Atenção para termos absolutos como "raro"; na prática, resistência bacteriana não é rara e deve ser sempre considerada!
Dica de prova: Busque sempre associar as alternativas às recomendações de protocolos e diretrizes oficiais. O raciocínio clínico embasado é indispensável quanto à profilaxia antibiótica.
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