Jovem com história de promiscuidade sexual procura a unidade...
A causa mais frequente de lesão hepática nos pacientes com aids é:
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Tema central: O foco desta questão está na identificação da principal causa de lesão hepática em pacientes com AIDS, um tema relevante tanto para clínica diária quanto para provas de Residência Médica. O caso apresentado traz elementos de imunossupressão (CD4 < 250), sintomas sistêmicos (febre, queda do estado geral), achados respiratórios e disfunção hepática (icterícia, transaminases elevadas com TGO > TGP).
Justificativa da alternativa correta – C) infecção por Mycobacterium tuberculosis:
Pacientes vivendo com HIV/AIDS têm maior risco para infecção e formas extrapulmonares de tuberculose, incluindo o acometimento hepático. A tuberculose hepática pode se manifestar com icterícia e elevação das transaminases, geralmente com TGO maior que TGP, como no caso descrito. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos – Ministério da Saúde reforça: “a tuberculose é a coinfecção mais frequentemente associada a infecções oportunistas graves em pessoas com HIV e pode comprometer o fígado diretamente”.
Além disso, os medicamentos usados no tratamento da TB (como isoniazida, rifampicina e pirazinamida) são famosos por potencial hepatotoxicidade, agravando o risco de lesão hepática.
Análise das alternativas incorretas:
A) Álcool: Apesar de ser causa comum de hepatopatia, o caso não relata consumo alcoólico nem sinais clínicos típicos de etilismo.
B) Isospora belli: Parasita associado a diarreia crônica em imunossuprimidos, não a lesões hepáticas.
D) Pneumocystis carinii: Relacionado à pneumonia em HIV, mas não acarreta dano hepático importante.
E) Infiltração gordurosa do fígado: Prevalente em obesos, diabéticos e dislipidêmicos, porém não típico do quadro infeccioso/imunossuprimido descrito.
Estratégias para prova: Atenção aos detalhes do enunciado: a presença de sintomas sistêmicos, queda do estado geral, achados hepáticos e contexto de AIDS direcionam a pensar em causas oportunistas infecciosas graves – entre elas, a tuberculose ganha destaque epidemiológico e clínico. Palavras como “teste rápido para HIV positivo”, “carga viral elevada” e “CD4 baixo” reforçam o risco para infecções sistêmicas atípicas.
Referências: Ministério da Saúde, PCDT HIV/AIDS (Módulo Coinfecções), UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine (20th Ed).
Conclusão: A tuberculose é a principal causa infecciosa de lesão hepática em pacientes com AIDS, seja por acometimento direto, seja pela toxicidade dos esquemas terapêuticos.
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