Mulher obesa, de 30 anos, multípara, procura a emergência co...

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Q3509929 Medicina
Mulher obesa, de 30 anos, multípara, procura a emergência com quadro de dor em QSD. Ultrassonografia de abdômen revela a presença de colelitíase e dilatação da via biliar extra-hepática com colédoco medindo 15 mm.
A melhor conduta terapêutica é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: O caso aborda coledocolitíase associada à colelitíase em paciente com forte suspeita clínica e ultrassonográfica (dilatação de 15 mm do colédoco). Compreender o manejo correto é fundamental para evitar complicações como colangite, pancreatite e sepse biliar.

Justificativa para a alternativa correta (D):

Segundo diretrizes nacionais e internacionais, especialmente o Protocolo Clínico da Clínica Cirúrgica – HGCC (2023), a presença de dilatação de colédoco ≥7 mm em paciente com colelitíase impõe investigação adicional para coledocolitíase.
A ecoendoscopia (EUS) é exame de alta sensibilidade para detectar cálculos no colédoco. Ao confirmar cálculo, a CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é empregada para remoção (“papilotomia”).
Esta conduta reduz riscos de complicações, resolve a obstrução biliar e segue a sequência ideal: primeiro tratamento do ducto, depois a vesícula.

Conforme a American Society for Gastrointestinal Endoscopy (ASGE): “A ecoendoscopia ou colangiorressonância são indicadas para confirmação da coledocolitíase antes da abordagem terapêutica endoscópica.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Colecistectomia laparoscópica: Inadequada inicialmente pois não resolve a obstrução do colédoco, podendo causar colangite ou pancreatite pós-operatória.
B) Ecoendoscopia: Somente diagnóstica; não promove terapêutica.
C) Colecistectomia por laparotomia: Via de acesso desatualizada; além disso, não resolve cálculo no colédoco.
E) Colangiorressonância magnética: Permite diagnóstico, mas não oferece tratamento – resposta incompleta perante quadro de obstrução biliar confirmada.

Detalhes e orientações de prova:

Cuidado com pegadinhas: Diferencie exames que apenas diagnosticam daqueles que também tratam. Atenção em associar dilatação >7 mm do colédoco ao manejo adequado.
Leia termo a termo, buscando palavras como “seguida de”, indicando conduta em passos (diagnóstico e intervenção).

Segundo o protocolo do HGCC (p. 37): “Na confirmação de cálculo no colédoco, indicar CPRE com papilotomia para extração, seguida simplesmente de colecistectomia.”

Resumo: A melhor sequência é Ecoendoscopia → CPRE (papilotomia), assegurando diagnóstico e resolução terapêutica da coledocolitíase, alinhado às normas de boa prática assistencial e protocolos oficiais.

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