Lactente 9 meses de vida, com história de fezes líquidas há ...

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Q1242789 Medicina
Lactente 9 meses de vida, com história de fezes líquidas há 48 horas; com boa aceitação de líquidos, apresentou 2 episódios de vômitos no período de 12h. Ao exame físico: alerta, olhos normais e sinal da prega desaparece rapidamente. Pulso cheio com enchimento capilar normal. Conduta adequada:
Alternativas

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Vamos analisar a questão apresentada, que trata de um lactente de 9 meses com diarreia e episódios de vômitos, mas sem sinais claros de desidratação grave. O tema central é o manejo da diarreia aguda em crianças, um tópico comum em pediatria que requer uma abordagem cuidadosa e baseada em diretrizes médicas.

A alternativa C é a correta: orientação à mãe sobre os sinais de desidratação, aumento de oferta de líquidos e soro de reidratação oral, suplementação com zinco, alimentação habitual e retorno, se piora do quadro.

Justificativa:

  • O lactente está alerta e com sinais vitais normais, indicando uma possível desidratação leve, se houver.
  • Manter a alimentação habitual é crucial para não comprometer o estado nutricional da criança. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a continuação da alimentação durante episódios de diarreia.
  • A suplementação com zinco é recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde para ajudar a reduzir a duração e a gravidade da diarreia.
  • O soro de reidratação oral é eficaz para prevenir desidratação em casos moderados e é recomendado como primeira linha de tratamento.

Análise das alternativas incorretas:

A - Internação hospitalar para hidratação venosa e pausa alimentar: Esta abordagem é indicada para casos de desidratação grave, o que não é o caso aqui, considerando o exame físico normal. A pausa alimentar não é indicada, pois a manutenção da alimentação é essencial.

B - Aplicação de antiemético intramuscular: O uso de antieméticos em crianças pequenas deve ser cauteloso e não é recomendado rotineiramente em casos de diarreia e vômitos leves a moderados.

D - Internação e reintrodução lenta dos alimentos: Novamente, a internação é desnecessária para este caso, e a reintrodução lenta não é recomendada em diarreia leve a moderada.

E - Reidratação oral na unidade de atendimento por 2 horas: Embora o plano de reidratação oral seja correto, não há necessidade de fazê-lo exclusivamente na unidade de saúde se a criança não apresenta sinais de desidratação grave.

Em resumo, o manejo adequado envolve educação dos cuidadores, uso de soro de reidratação oral, e suplementação com zinco, além de manter a alimentação habitual. Essa questão destaca a importância de seguir as diretrizes atuais no manejo da diarreia pediátrica.

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A questão apresentada envolve um lactente (criança com menos de 1 ano de idade) com um quadro de diarreia aguda e episódios de vômito. Na pediatria, o manejo da diarreia aguda e vômitos está focado na avaliação do estado de hidratação do paciente e na prevenção da desidratação. O exame físico descrito indica que o lactente está alerta, com sinais vitais normais e com boa perfusão capilar (sinal da prega que desaparece rapidamente e pulso cheio), o que sugere que não há desidratação significativa ou choque. Assim, a conduta mais apropriada é a orientação sobre os sinais de desidratação para a mãe e a instituição de medidas para prevenir a desidratação, como o aumento da oferta de líquidos, especialmente o soro de reidratação oral, que contém eletrólitos e glicose para reidratação eficaz. A suplementação com zinco é recomendada, pois tem se mostrado eficaz em reduzir a duração e gravidade da diarreia em crianças. A alimentação habitual deve ser mantida, pois a nutrição adequada é importante para a recuperação, e não há necessidade de pausa alimentar. O retorno ao serviço de saúde deve ser procurado em caso de piora do quadro, indicando possível deterioração da condição do paciente. Por isso, a alternativa correta é a letra C, pois ela segue as diretrizes atuais de manejo da gastroenterite em pediatria, enfatizando a reidratação oral e a continuação da alimentação regular, sem necessidade de intervenções mais invasivas, como hidratação venosa ou uso de antieméticos, na ausência de desidratação grave ou falha no manejo ambulatorial.

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