Homem de 45 anos, com histórico de uso de drogas injetáveis ...
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Vamos analisar a questão de forma detalhada:
Tema central: O tema central da questão envolve o manejo terapêutico da hepatite B crônica em um paciente com histórico de uso de drogas injetáveis. O paciente apresenta marcadores sorológicos e exames laboratoriais que indicam infecção ativa pelo vírus da hepatite B (HBV), como evidenciado pelo HBsAg positivo, anti-HBc positivo, ALT elevada e HBV-DNA alto.
Justificativa para a alternativa correta (A - Tenofovir alafenamida monoterapia): O tratamento da hepatite B crônica visa reduzir a carga viral e prevenir complicações hepáticas, como cirrose e carcinoma hepatocelular. O Tenofovir alafenamida é uma das opções preferenciais de tratamento, especialmente devido à sua eficácia na supressão do HBV-DNA e perfil de segurança favorável. Diretrizes como as da European Association for the Study of the Liver (EASL) recomendam Tenofovir como uma das primeiras linhas de tratamento para hepatite B ativa. A escolha pelo Tenofovir alafenamida, em particular, é devido ao seu melhor perfil de segurança renal e ósseo em comparação ao Tenofovir disoproxil fumarato.
Análise das alternativas incorretas:
B - Interferon peguilado monoterapia: Embora o interferon peguilado possa ser utilizado no tratamento da hepatite B, ele é mais indicado para pacientes com função hepática compensada e sem contraindicações para o uso de interferon. Além disso, ele não é a terapia de escolha em pacientes com alta carga viral e é menos tolerado devido aos efeitos adversos.
C - Entecavir monoterapia: Entecavir é uma alternativa eficaz ao Tenofovir e também é indicado em muitos casos de hepatite B crônica. No entanto, na presença de resistência à lamivudina, a preferência recai sobre Tenofovir. O enunciado não menciona resistência, mas o cenário atual favorece o uso de Tenofovir devido ao seu perfil de resistência.
D - Lamivudina + adefovir dipivoxil: Esta combinação não é mais recomendada devido ao alto risco de desenvolvimento de resistência viral. Lamivudina, em particular, apresenta uma alta taxa de resistência, tornando-a uma opção menos favorável.
E - Aguardar evolução clínica sem tratamento: Esta não é uma conduta adequada para um paciente com evidências de infecção ativa e danos hepáticos, como indicado pela ALT elevada e HBV-DNA alto. O tratamento precoce é essencial para prevenir complicações.
Conclusão: A melhor conduta terapêutica para este paciente é o uso do Tenofovir alafenamida, conforme indicado pelas diretrizes clínicas atuais. Manter-se atualizado sobre as diretrizes e avanços no tratamento de doenças infecciosas é crucial para o manejo adequado de casos clínicos.
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