Mulher, 60 anos, com histórico de constipação crônica há vár...
Gabarito comentado
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Tema central: Constipação crônica em paciente idosa – investigação funcional.
A constipação crônica é uma queixa comum em ambulatórios, especialmente em mulheres idosas. Segundo as Diretrizes Globais da WGO sobre Constipação, a avaliação deve ser sequencial e racional, respeitando sinais de alerta e o histórico clínico. Neste caso, não há sinais de alarme (sangramento, anemia ou perda de peso), nem alterações laboratoriais, o que afasta causas orgânicas graves e favorece o diagnóstico de constipação funcional.
Justificativa da alternativa correta (D):
Solicitar um trânsito colônico com marcadores radiopacos (alternativa D) é recomendado para diferenciar entre subtipos de constipação funcional – principalmente inércia colônica (trânsito lento) e obstrução de saída (disfunção evacuatória). A WGO afirma: “Para pacientes com constipação severa e refratária ao tratamento, é recomendada uma abordagem escalonada que inclui a avaliação do tempo de trânsito colônico utilizando marcadores radiopacos.” Este exame é simples, acessível e pode direcionar próximas condutas com maior assertividade clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Colonoscopia: Indicada apenas se houver “red flags” (sangramento, anemia, perda de peso, história familiar de neoplasia). Exames normais e ausência desses sinais tornam esta conduta precoce e desnecessária inicialmente.
B) Manometria anorretal: Avaliação de disfunção pélvica, mas só após exclusão de trânsito lento pelo exame com marcadores, guiando o raciocínio diagnóstico.
C) Tratamento empírico: Embora recomendável em muitos adultos jovens sem fatores de risco, não é o mais indicado para idosos com longa evolução e piora de sintomas.
E) Ressonância de pelve: Exame de alto custo, reservado para investigação de causas estruturais após exames funcionais iniciais.
Dicas e estratégias:
Fique atento a detalhes como ausência de sinais de gravidade e resultados laboratoriais normais. Provas frequentemente exigem que o candidato saiba escalonar exames, evitando condutas precipitadas ou muito onerosas.
Diretrizes, como as da WGO e livros referência (Kumar & Clark, Harrison’s), embasam essa conduta racional e sistematizada.
Resumo: Solicitar trânsito colônico permite melhor compreensão fisiopatológica da constipação e evita procedimentos desnecessários, seguindo as melhores práticas assistenciais.
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