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Q3192067 Medicina
Homem de 55 anos, não fumante, apresenta tosse crônica há 8 meses, sem melhora significativa com o uso de antitussígenos e Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs). A tosse é seca, piora à noite e está associada a episódios esporádicos de dispneia. Ele não apresenta febre, perda de peso, ou outros sintomas sistêmicos. A radiografia de tórax prévia foi normal. Qual é o próximo passo mais apropriado na investigação da causa da tosse crônica desse paciente? 
Alternativas

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Tema central: Tosse crônica em adulto sem sinais infecciosos ou sistêmicos, radiografia de tórax normal e ausência de resposta a antitussígenos e IBP. Neste cenário, destaca-se a investigação diagnóstica voltada para causas comuns de tosse crônica, como asma variante da tosse.

Justificativa da alternativa correta (B):
A Asma variante da tosse é uma forma de asma em que a tosse persistente é o principal (ou único) sintoma, geralmente sem sibilância ou dispneia típica. O diagnóstico é funcional e se baseia na resposta ao teste terapêutico com corticosteroide inalatório. Isso é respaldado pelas II Diretrizes Brasileiras no Manejo da Tosse Crônica:
“A asma variante da tosse é uma forma de asma na qual a tosse é o sintoma predominante, sem a presença de sibilância ou dispneia. O diagnóstico é confirmado pela resposta positiva ao tratamento com corticosteroides inalatórios.”

O caso descreve sintomas típicos: tosse seca crônica, piora noturna, episódios esporádicos de dispneia, radiografia de tórax normal — características usuais dessa variante, sobretudo quando outras causas já foram manejadas inadequadamente.

Análise crítica das alternativas:

A) Tomografia de alta resolução de tórax: só é indicada se houver suspeita clínica de doença intersticial, bronquiectasias ou alteração radiológica prévia, o que não se observa no caso. Exame de custo-efetividade inadequado inicialmente.

C) Antibióticos de amplo espectro: não há evidências clínicas ou laboratoriais que sugerem infecção. Diretrizes reforçam o não uso indiscriminado de antimicrobianos ("Uso empírico e sem justificativa clínica é contraindicado", II Diretrizes Brasileiras).

D) Espirometria: pode ser normal na asma variante da tosse e não descarta o diagnóstico. Tem utilidade restrita nesse contexto — a resposta ao corticosteroide é mais sensível.

E) Avaliação otorrinolaringológica: ausência de sintomas nasais relevantes (rinorreia, congestão, prurido) torna improvável gotejamento pós-nasal como fator principal.

Orientação para provas: Identifique o padrão de apresentação clínica, descarte sinais de alerta e siga o fluxograma das principais causas. Atenção especial à sequência lógica da investigação, evitando exames caros ou intervenções desnecessárias precoce.

Resumo: O teste terapêutico com corticosteroide inalatório é o próximo passo para situações sugestivas de asma variante da tosse, segundo diretriz nacional e evidências científicas atuais.

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