Durante um exame radiológico, ao se reduzir o feixe de raio...
Gabarito comentado
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Tema central: Colimação do feixe (cones, cilindros, diafragma) reduz a área irradiada e o scatter (espalhamento Compton), melhorando o contraste, porém diminui a quantidade de fótons que atingem o receptor (filme/CR/DR). Para manter a exposição do receptor adequada, é preciso compensar tecnicamente.
Gabarito: A — aumentar kV ou mAs para compensar a restrição às radiações primárias e secundárias.
Justificativa: Ao colimar, há menos fótons primários chegando ao detector e menor produção de radiação secundária. Resultado: tendência à subexposição (ruído/quantum mottle em DR e baixa densidade óptica em filme). A compensação mais física e segura é elevar a mAs (aumenta o número de fótons sem alterar significativamente o contraste). Pequeno aumento de kV também compensa, mas pode reduzir contraste; ainda assim, a alternativa é correta por contemplar a necessidade de elevar a exposição. Referências: Bushong – Radiologic Science for Technologists; Carlton & Adler – Principles of Radiographic Imaging; AAPM relatórios sobre EI em DR.
Análise das alternativas incorretas:
B – “Colocar grade”: A grade reduz scatter, mas não compensa a queda de fótons primários pela colimação. Além disso, a grade exige aumento de mAs, elevando dose sem necessidade quando o campo já está restrito. Diretriz prática: usar grade para espessuras maiores (≈ >10–13 cm), não por colimação isolada.
C – “Diminuir kV e mA”: Reduziria ainda mais a exposição, agravando a subexposição e o ruído. Contraria o princípio de manter o índice de exposição adequado (EI) em DR.
D – “Manter kV e aumentar a distância foco-filme (SID)”: Aumentar SID diminui a intensidade no receptor pela lei do inverso do quadrado, piorando a subexposição. Só seria aceitável com aumento proporcional de mAs, o que não está proposto.
E – “Reduzir o tempo de exposição”: Com mA constante, reduzir tempo reduz mAs e a exposição total — o oposto do necessário.
Dicas de prova: Ao ver “colimação”, lembre: ↑ contraste, ↓ exposição. Para manter a qualidade, faça compensação de mAs (geralmente 25–50% em colimação mais rígida). Em digital, ajuste para atingir o EI recomendado, evitando “dose creep”. Prefira mAs a kV quando o objetivo é preservar contraste.
Referências essenciais: Bushong SC. Radiologic Science for Technologists; Carlton & Adler. Principles of Radiographic Imaging; AAPM Report/IEC sobre Índice de Exposição em DR; Diretrizes europeias de proteção radiológica (colimação e ALARA).
Conclusão: Ao reduzir o campo com cones/cilindros/diafragma, compense aumentando mAs ou kV, preferindo mAs para manter contraste e o EI adequado.
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Comentários
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A alternativa correta é:
A) aumentar o kV ou mAs, para compensar a restrição às radiações primárias e secundárias.
Explicação técnica:
- Quando se utiliza colimação (cones, cilindros, diafragmas), o campo de radiação é reduzido, o que diminui a quantidade de fótons que atingem o receptor.
- Isso pode comprometer a qualidade da imagem, especialmente em regiões mais densas.
- Para compensar essa redução, é necessário aumentar o kV (tensão) ou mAs (produto da corrente pelo tempo), garantindo que haja radiação suficiente para formar uma imagem diagnóstica adequada.
Por que as outras estão incorretas?
- B) Colocar grade: As grades são usadas para reduzir radiação espalhada, não para compensar redução de feixe.
- C) Diminuir kV e mA: Isso reduziria ainda mais a intensidade do feixe, piorando a imagem.
- D) Aumentar a distância foco-filme: Isso reduz a intensidade pela lei do inverso do quadrado, agravando o problema.
- E) Reduzir o tempo de exposição: Também diminuiria a quantidade de fótons, piorando a qualidade da imagem.
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