O Carcinoma in situ (CIS) vesical é uma lesão plana, de alt...

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Q3913878 Medicina
O Carcinoma in situ (CIS) vesical é uma lesão plana, de alto grau, com alto risco de progressão. Sobre as características e manejo do CIS, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

(__) O CIS é classificado como Tis (Tumor in situ) e é inerentemente de alto grau; não existe CIS de baixo grau na classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
(__) O tratamento padrão-ouro para CIS (isolado ou concomitante) é a ressecção transuretral (RTU) das áreas suspeitas, seguida de terapia intravesical com Bacilo Calmette-Guérin (BCG), visando indução e manutenção.
(__) A presença de CIS concomitante a um tumor T1 (Tis + T1) confere um prognóstico significativamente pior do que um tumor T1 isolado, aumentando o risco de progressão para invasão muscular.
(__) O CIS é facilmente identificado na cistoscopia de luz branca como uma lesão papilar exofítica, semelhante aos tumores Ta de baixo grau.

A sequência CORRETA é, "de cima para baixo": 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso cobra o reconhecimento do carcinoma in situ vesical como Tis, lesão plana e de alto grau por definição, com alto risco de progressão; além disso, seu manejo conservador padrão envolve abordagem endoscópica das áreas suspeitas seguida de BCG intravesical em indução e manutenção, e a associação com T1 piora o prognóstico. A quarta assertiva é falsa porque descreve uma lesão papilar exofítica típica de Ta de baixo grau, o que não corresponde ao CIS; por isso, a sequência correta é V, V, V, F.

Tema central: Carcinoma in situ vesical
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque alinha as quatro afirmações com os critérios centrais do CIS vesical. A primeira é verdadeira: CIS corresponde a Tis e é lesão plana de alto grau por definição, sem categoria de baixo grau. A segunda também é verdadeira no contexto da prova: o tratamento preservador padrão envolve abordagem endoscópica com ressecção/biopsia das áreas suspeitas quando indicadas, seguida de BCG intravesical em esquema de indução e manutenção. A terceira é verdadeira porque a associação de CIS a T1 indica biologia tumoral mais agressiva e maior risco de progressão do que T1 isolado. A quarta é falsa porque CIS não é tipicamente papilar nem exofítico; costuma ser plano, eritematoso, aveludado ou até sutil à cistoscopia de luz branca.
B
Errada
Está errada porque torna falsa a segunda assertiva, mas a base afirma que o tratamento conservador padrão do CIS inclui abordagem endoscópica das áreas suspeitas e BCG intravesical com indução e manutenção. O erro médico é negar a terapia intravesical padrão do CIS e, por consequência, descaracterizar o manejo correto dessa lesão plana de alto grau.
C
Errada
Está errada por dois conflitos diretos com a definição do CIS. A primeira assertiva não pode ser falsa, porque CIS é classificado como Tis e é inerentemente de alto grau. A quarta também não pode ser verdadeira, porque a descrição de lesão papilar exofítica semelhante a Ta de baixo grau contradiz a morfologia típica do CIS, que é plana e pode ser sutil na luz branca.
D
Errada
Está errada porque nega três pontos centrais do CIS. A primeira assertiva é verdadeira, já que CIS é Tis e de alto grau. A terceira também é verdadeira, pois T1 com CIS concomitante tem pior prognóstico e maior risco de progressão do que T1 isolado. A quarta é falsa, porque CIS não se apresenta tipicamente como lesão papilar exofítica. O erro aqui é tratar o CIS como lesão superficial comum e menos agressiva, o que contraria sua classificação, seu impacto prognóstico e seu aspecto endoscópico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tumor não músculo-invasivo e tumor de baixo risco, além de misturar o CIS com tumor papilar Ta de baixo grau: o CIS é superficial, mas é plano, de alto grau e biologicamente agressivo.
Dica para questões semelhantes
  • Se a lesão é CIS vesical, pense primeiro em Tis, plana e obrigatoriamente de alto grau.
  • Em manejo de CIS, procure a combinação de abordagem endoscópica diagnóstica/terapêutica das áreas suspeitas com BCG intravesical em indução e manutenção.
  • Se houver T1 associado a CIS, marque pior prognóstico e maior risco de progressão do que T1 isolado.
  • Descrição de lesão papilar exofítica semelhante a Ta de baixo grau afasta a morfologia típica de CIS.

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