Paciente de 34 anos comparece para avaliação após três perd...
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I- As trombofilias hereditárias não são comuns na população em geral e não há estudos que comprovem a associação entre perda gestacional de repetição e trombofilia. II- A pesquisa de trombofilias hereditárias (fator V de Leiden, mutação do gene da protrombina, homcisteína e proteína S) devem ser realizadas no casal. III- Caso haja indicação, a pesquisa de marcadores de trombofilias deverá ser realizada após seis semanas da perda gestacional. IV- A investigação de aloimunidade (crossmatching, determinação de HLA e subpopulações leucocitárias) assim como o cariótipo do casal devem ser realizados.
Está correto apenas o que se afirma em
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Tema central: A questão aborda perda gestacional recorrente (PGR) e a relação com trombofilias, especialmente na abordagem diagnóstica recomendada pelas diretrizes atuais. Para fins de concurso, é essencial diferenciar trombofilias hereditárias das adquiridas e entender quando investigar e tratar.
Justificativa da alternativa correta (B – I e III):
I. Correta. As trombofilias hereditárias são raras e, como orienta o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (2022) na Seção 4.2.4.3: “Só se aceita que a trombofilia adquirida se associe à morbidade obstétrica. As hereditárias não se associam a maior risco obstétrico e não devem ser investigadas ou tratadas.” Portanto, não está indicada a pesquisa rotineira de trombofilias hereditárias em casos de PGR, salvo situações excepcionais.
III. Correta. Caso se identifique indicação específica para pesquisa de trombofilia (por exemplo, suspeita de síndrome do anticorpo antifosfolípide - SAF), os exames devem ser realizados após pelo menos seis semanas do evento gestacional. Isto evita interferências transitórias do processo gestacional ou do abortamento recente, conforme orienta o PCDT de Prevenção de Tromboembolismo Venoso em Gestantes com Trombofilia (2021).
Análise das alternativas incorretas:
II. Incorreta. A investigação de trombofilias hereditárias não deve ser realizada em ambos, nem mesmo no casal, quando não há indicação clínica (ausência de história de trombose ou complicações obstétricas típicas). Exames como fator V de Leiden ou gene da protrombina são restritos a casos com risco clínico, não para triagem ampla. Esta pegadinha é frequente em provas, exigindo atenção à indicação precisa de exames.
IV. Incorreta. Investigações imunes ou de aloimunidade (crossmatching, HLA, subpopulações leucocitárias) são obsoletas e sem benefício comprovado para PGR. O cariótipo do casal é reservado a algumas situações, não sendo rotina, conforme consenso de sociedades científicas brasileiras e internacionais.
Estratégia para provas: Fique atento a pegadinhas como propostas de investigar tudo para todos. Em geral, as diretrizes atuais focam no rastreio racional e individualizado. Aptidão para consultar e interpretar as normas como Ministério da Saúde e SBGO diferencia candidatos preparados.
Resumo: Apenas as assertivas I e III estão corretas, fazendo a alternativa B a resposta certa. A abordagem do tema exige conhecimento das diretrizes e evidências científicas atuais.
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