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Q1088508 Medicina
Paciente de 31 anos, G1P1A0, comparece para avaliação com citologia oncótica mostrando neoplasia intraepitelial cervical de baixo grau (NIC I).
Avalie o que se afirma em relação à abordagem correta desse caso.
I- A NIC I deve ser tratada, pois cerca de 30 a 50% das mulheres não-tratadas podem progredir para carcinoma invasor em 10 anos. II- A NIC I indica uma infecção ativa pelo papilomavirus humano (HPV) e apresenta alto índice de regressão espontânea. III- O teste molecular para identificação do HPV de alto risco oncogênico deverá ser realizado, pois 70 a 90% dessas infecções progridem entre 18 a 24 meses. IV- Em mulheres infectadas pelo HPV, o tabagismo, a alta paridade, a imunossupressão e a idade precoce de atividade sexual são fatores independentes de progressão para câncer.
Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda a conduta frente à Neoplasia Intraepitelial Cervical de Baixo Grau (NIC I) e fatores de risco para progressão da infecção por HPV. Esse é um dos tópicos mais prevalentes e importantes em Ginecologia e Obstetrícia, muito explorado em concursos.

Comentário da alternativa correta (Letra D): As afirmativas II e IV estão corretas.

• II: NIC I indica infecção ativa pelo HPV e alto índice de regressão espontânea. Isso está em pleno acordo com protocolos atuais: segundo o Protocolo para Detecção Precoce do Câncer do Colo do Útero do Ministério da Saúde (pág. 36), “as lesões de NIC I têm alto potencial de regressão espontânea, principalmente em mulheres jovens”. A maioria das lesões retorna ao padrão normal em até 2 anos sem intervenção.

• IV: Tabagismo, alta paridade, imunossupressão e início precoce da atividade sexual realmente figuram entre os principais fatores independentes de risco para progressão do HPV à lesão de alto grau e câncer. Essa informação é sólida e está bem documentada tanto em diretrizes nacionais quanto em grandes manuais (ex: Berek & Hacker, “Gynecology”, 8th ed.).

Análise das alternativas incorretas:

• I: Errada. A NIC I não deve ser tratada de imediato, já que apenas uma pequena parcela pode progredir para carcinoma invasor e o risco é muito menor do que 30-50%. Conduta expectante com acompanhamento periódico é o recomendado. Como destaca o Ministério da Saúde: “A maioria das lesões intraepiteliais de baixo grau regride espontaneamente, principalmente em mulheres jovens.”

• III: Errada. Não é obrigatória a realização do teste molecular para HPV em todos os casos de NIC I. Além disso, não é verdade que 70-90% das infecções progridam, mas sim a imensa maioria regride espontaneamente nesse intervalo.

Estratégias de prova e dicas: Cuide com afirmações categóricas ou superestimadas sobre risco de progressão. Diretrizes priorizam abordagem conservadora em NIC I e ressaltam fatores de risco individuais. Fique atento a termos como “deve ser tratada” e “deverá ser realizado”, pois frequentemente são pegadinhas em concursos.

Referências: Protocolo para Detecção Precoce do Câncer do Colo do Útero – Ministério da Saúde (p.36-37), Sociedade Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, Berek & Hacker “Gynecology”.

Resumo final: A conduta frente à NIC I é acompanhamento (“watchful waiting”) e a valorização dos fatores de risco individuais para eventualmente modificar o seguimento.

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A alternativa correta é a D - II e IV. A neoplasia intraepitelial cervical de baixo grau (NIC I) é uma lesão pré-câncer do colo do útero causada pelo papilomavírus humano (HPV). Embora a NIC I indique uma infecção ativa pelo HPV, ela apresenta um alto índice de regressão espontânea, o que significa que o tratamento não é obrigatório em todos os casos, mas pode ser necessário em alguns. Além disso, fatores como tabagismo, alta paridade, imunossupressão e idade precoce de atividade sexual são fatores independentes que aumentam o risco de progressão para o câncer cervical. Portanto, as afirmações II e IV são as corretas. As outras afirmações (I e III) estão incorretas, pois a progressão para o câncer cervical é rara em mulheres com NIC I não tratadas e não há necessidade de realizar testes moleculares para identificar infecção por HPV de alto risco em todas as mulheres com NIC I.

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