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Q1088502 Medicina
Paciente de 57 anos, G2P2A0, comparece à consulta queixando-se de secura vaginal e dispareunia. Relata menopausa há cinco anos e não usa terapia hormonal. É hipertensa e usa hidroclorotiazida e captopril. Trouxe exames realizados há cerca de seis meses: citologia negativa para neoplasia e mamografia categoria 2 BIRADS. O exame ginecológico evidencia atrofia urogenital.
Em relação ao tratamento dos sintomas apresentados, é correto afirmar que
Alternativas

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Tema Central: A questão aborda o tratamento dos sintomas de atrofia urogenital em uma paciente pós-menopáusica, como secura vaginal e dispareunia. Esses sintomas são comuns devido à queda dos níveis de estrogênio após a menopausa, levando à atrofia do epitélio vaginal e uretral.

Justificativa para a Alternativa Correta (B): A terapia estrogênica é amplamente reconhecida como efetiva para o tratamento da atrofia vaginal e dispareunia em mulheres pós-menopáusicas. De acordo com diretrizes médicas, a via vaginal de administração de estrogênio é preferível quando os sintomas são locais, como no caso apresentado. Esta abordagem minimiza a exposição sistêmica ao estrogênio, reduzindo potenciais riscos e efeitos adversos, enquanto trata diretamente o tecido vaginal afetado.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Tibolona: Embora a tibolona possua efeitos estrogênicos, progestogênicos e androgênicos e seja usada em algumas situações pós-menopáusicas, não é a primeira escolha para tratar especificamente a atrofia vaginal e dispareunia. Além disso, os benefícios cardiovasculares da tibolona são controversos e devem ser avaliados com cautela.

C - Estrogênios equinos conjugados e 17beta-estradiol transdérmico: Estes são usados para terapia hormonal sistêmica, mas não são a primeira linha para tratar sintomas isolados de atrofia vaginal. A aplicação transdérmica ou oral pode ser mais ampla do que o necessário para sintomas localizados e tem maior exposição sistêmica, aumentando o risco de efeitos indesejados.

D - Ineficácia da terapia estrogênica local após 60 anos: Esta afirmação está incorreta. Há evidências robustas de que a terapia estrogênica local é eficaz em qualquer idade no tratamento de atrofia genital, inclusive em mulheres acima de 60 anos. Estudos e diretrizes, como da North American Menopause Society, confirmam essa eficácia.

Em resumo, a terapia estrogênica local é o tratamento de escolha para sintomas de atrofia vaginal e dispareunia em mulheres pós-menopáusicas, pois atua diretamente no local afetado com mínima absorção sistêmica.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B, em que a terapia estrogênica é efetiva para tratar sintomas isolados da atrofia vaginal e dispareunia, sendo a via vaginal preferível (nível de evidência: A). Isso ocorre porque, após a menopausa, ocorre uma queda nos níveis de estrogênio, que pode causar atrofia vaginal e secura, resultando em dor durante a relação sexual. O tratamento com terapia estrogênica ajuda a restaurar o tecido vaginal, reduzindo os sintomas. A via vaginal é preferível, pois minimiza os efeitos sistêmicos dos estrogênios e pode ser mais efetiva na restauração do tecido vaginal. É importante ressaltar que o tratamento deve ser personalizado e discutido com o médico, levando em consideração os riscos e benefícios para cada paciente individualmente.

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