O texto descreve a evolução do pão de queijo como

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Q3457525 Português

História do pão de queijo: do Brasil para o mundo


    A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.


    Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.


    Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.


    No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.


    Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.


    Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.


    Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.


(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)

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Alternativas

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Tema central: Interpretação de Texto

Esta questão avalia a capacidade de compreender e analisar informações explícitas e implícitas no texto, habilidade essencial em concursos públicos. Segundo Cunha & Cintra, interpretar vai além de localizar dados: exige perceber o sentido global, identificar temas, ideias principais e secundárias.

Justificativa da alternativa correta (B):

O texto apresenta o pão de queijo inicialmente como um produto de subsistência, feito com ingredientes simples e locais das fazendas no período colonial. Trechos como “itens de subsistência nas propriedades” reforçam essa característica. Depois, há a informação: “o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros... e hoje é considerado um patrimônio brasileiro”. Desta forma, percebemos a evolução da receita de algo simples para um símbolo nacional, exatamente o que afirma a alternativa B.

Análise das alternativas incorretas:

A) Afirma que seria uma invenção dos colonizadores portugueses sem influência indígena. O texto é claro ao mostrar que a mandioca – base do polvilho – é herança indígena, e que há também influências africanas. Dessa forma, esta alternativa contradiz informações essenciais do texto.

C) Propõe que a receita “mudou pouco ao longo do tempo”. O texto mostra justamente uma evolução com diferentes influências culturais, negando essa ideia de permanência. Segundo Bechara, coerência textual é essencial para interpretação correta: aqui, a alternativa desconsidera a mudança relatada.

D) Indica adaptação de técnicas europeias com ingredientes “exclusivamente brasileiros”. Entretanto, menciona-se que ovos e leite (de tradição europeia) fazem parte da receita, além da influência africana, o que torna esta afirmativa imprecisa.

Dicas para questões assim:

Procure palavras-chave (“patrimônio brasileiro”, “subsistência”, “influência indígena”), e desconfie de alternativas com generalizações. Atenção a palavras como “exclusivamente”, “sem influência”, “mudou pouco” – costumam ser pegadinhas.

Em resumo, a alternativa B reflete exatamente a tese global do texto, sendo a escolha correta de acordo com a coerência e semântica exigidas pela norma-padrão.

Referências: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. CUNHA & CINTRA. Nova Gramática do Português Contemporâneo.

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