"As orações coordenadas podem estar simplesmente justaposta...

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Q2044079 Português
NOITES BRANCAS ELETRÔNICAS


            Estudo comprova que usar aparelhos como smartphone e tablet em lugares escuros antes de dormir afeta a qualidade do sono dos adolescentes

                     Olhe por uma nesga da porta do quarto de seu filho: sete em cada dez adolescentes utilizam algum aparelho eletrônico antes de dormir. O impacto negativo desse hábito na qualidade do sono foi sempre uma certeza dos pais, mas não havia comprovação científica tão certeira. O maior estudo já conduzido sobre o assunto decretou o fim das dúvidas: sim, usar smartphones, tablets, laptops e videogames na escuridão do quarto antes de dormir afeta seriamente a qualidade do sono. Ficar conectado no breu até uma hora antes de dormir é ainda pior do que fazê-lo com a luz do quarto acesa. Cinco vezes pior.
                        O efeito prejudicial do uso de telas no escuro tem uma base fisiológica e outra comportamental. A fisiológica: quando a luz do quarto está apagada, a pupila dilata, e os olhos ficam ainda mais expostos à incidência da claridade proveniente das telas, chamada de “luz azul”. É um tipo de luz com grande interferência no organismo porque a cor azul inibe a produção do hormônio que induz o sono, a melatonina. Tal substância é essencial para regular o ciclo de sono e vigília. Agora, a base comportamental: a luz apagada “engana” os pais. O adolescente que fica no quarto escuro, em tese, não estaria mais acordado, e os pais não desconfiam que possa estar conectado nos aparelhos.
                Um sono ruim afeta drasticamente a vida de qualquer pessoa. Na adolescência, o impacto no corpo é ainda maior. Nessa fase, a necessidade de sono vem, em especial, de uma mudança fundamental no organismo: a puberdade. Para que essa condição, caracterizada por uma revolução hormonal, se realize plenamente, é preciso que o adolescente tenha um sono reparador – do contrário, ele poderá sofrer prejuízos ao longo do desenvolvimento. A falta crônica de sono acarreta a liberação de mais cortisol, o hormônio associado ao stress. Com isso, eleva-se o risco de oscilações bruscas de humor, depressão e transtornos de ansiedade.

(Veja. São Paulo: Abril, edição 2626, ano 52. n. 12, 20 mar. 2019, p. 86-87. Adaptado.)
"As orações coordenadas podem estar simplesmente justapostas, isto é, colocadas uma ao lado da outra, sem qualquer conectivo que as enlace, e podem estar ligadas por uma conjunção coordenativa" (CUNHA & CINTRA, 2008, p.610.).

Diante do exposto, uma oração coordenada está corretamente identificada em:
Alternativas

Gabarito comentado

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TEMA CENTRAL: Sintaxe – Identificação de orações coordenadas x subordinadas.

Regra Essencial (Cunha & Cintra): Orações coordenadas aparecem quando unem ideias independentes, por meio de conjunção coordenativa (como “mas”, “e”, “nem”, “ou”, “porém”) ou de forma justaposta (sem conectivo). Já as orações subordinadas dependem de outra para ter sentido, sendo introduzidas por termos como “que”, “porque”, “para que”.

Análise da Alternativa Correta (C):

“Mas não havia comprovação científica tão certeira.”

O termo “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa, responsável por ligar duas orações que expressam ideias opostas ou de contraste. Exemplo clássico na gramática: “Quis sair, mas estava chovendo.” Ambas as orações são independentes, só unidas pela adversidade.

No contexto do texto, “mas não havia comprovação científica tão certeira” faz oposição à certeza dos pais. Portanto, está corretamente identificada como oração coordenada, especificamente sindética adversativa.

Por que as outras estão incorretas?

A) “O impacto no corpo é ainda maior.”
Frase simples, de estrutura única, sem ligação com outra oração por meio de conectivo.

B) “Para que essa condição se realize plenamente.”
Iniciada por “para que” (conjunção subordinativa), trata-se de uma oração subordinada adverbial final, expressando finalidade.

D) “É preciso que o adolescente tenha um sono reparador.”
A oração “que o adolescente tenha um sono reparador” funciona como complemento da oração principal (oração subordinada substantiva subjetiva).

E) “Agora, a base comportamental: a luz apagada ‘engana’ os pais.”
Aqui, a segunda oração explica a anterior, mas não há conexão sintática coordenada e sim explicativa.

DICA DE PROVA: Atenção aos conectivos!
Os coordenativos (“mas”, “e”, “porém”) indicam orações coordenadas, enquanto subordinativos (“que”, “para que”, “porque”) mostram subordinação.

Em resumo:
Para garantir acerto em questões como esta, basta lembrar: oração coordenada = ligação por conjunção coordenativa OU justaposição entre duas ideias independentes.

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Comentários

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Gab. C

oração iniciada pela conjunção "mas" que indica uma adversativa.

B

Para que essa condição se realize plenamente.

Oração subordinada adverbial final

C

Mas não havia comprovação científica tão certeira. 

D

É preciso que o adolescente tenha um sono reparador.

Oração subordinada substantiva subjetiva

E

Agora, a base comportamental: a luz apagada “engana” os pais.

Oração subordinada apositiva

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