No segundo parágrafo do texto, o tempo do trabalhador:

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Q3547647 Português
Texto 2

    “O direito à cidade não pode ser concebido como um simples direito de visita ou de retorno às cidades tradicionais. Só pode ser formulado como direito à vida urbana […]
    Basta abrir os olhos para compreender a vida cotidiana daquele que corre de sua moradia para estação próxima ou distante, para o metrô superlotado, para o escritório ou para a fábrica, para retomar à tarde o mesmo caminho e voltar para casa a fim de recuperar as forças para recomeçar tudo no dia seguinte.
    O quadro dessa miséria generalizada não poderia deixar de se fazer acompanhar pelo quadro das satisfações que a dissimulam e que se tornam os meios de eludi-la e de evadir-se dela.”
(O direito à cidade. H Lefebvre. Centauro, 2001. 9788, 2001)
No segundo parágrafo do texto, o tempo do trabalhador:
Alternativas

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Tema central: Interpretação de Texto

Esta questão exige que o candidato compreenda o conteúdo explícito do segundo parágrafo do texto, habilidade fundamental para provas de interpretação textual em concursos públicos. Segundo Cunha & Cintra, interpretar é identificar não apenas o que está dito, mas a ideia principal expressa na construção do texto.

Justificativa da alternativa correta (A):

No parágrafo analisado, o autor descreve, em sequência, a rotina do trabalhador: sair cedo de casa, deslocar-se para o trabalho (passando por estações, metrôs superlotados) e, após sua jornada, retornar ao lar apenas para recuperar as forças para recomeçar. Ou seja, a maior parte do tempo é despendida entre deslocamento e trabalho. Assim, a alternativa A é a única que traz uma síntese fiel da ideia central: "É despendido majoritariamente com o trabalho e o deslocamento."

Por que as demais alternativas estão erradas?

  • B: Ao dizer que o tempo é, em sua maior parte, usado para recuperar-se, exagera um ponto que o texto cita apenas como um breve momento do dia.
  • C: Supõe que a escolha de morar longe é intencional ou preferida, o que não está mencionado.
  • D: Não há no texto qualquer menção ao desejo de economizar tempo/dinheiro, somente à necessidade da rotina.
  • E: Traz a ideia de retorno às cidades tradicionais, citada apenas no início, mas não no contexto rotineiro do segundo parágrafo.

Dica de interpretação: Observe sempre os verbos de ação e a conexão entre as partes do texto. Se a maioria das frases descreve deslocamento/trabalho, é aí que está o foco do tempo empregado pelo personagem!

Referências essenciais: Cunha & Cintra (coerência textual), Bechara (interpretação e sentido das ações).

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Basta abrir os olhos para compreender a vida cotidiana daquele que corre de sua moradia para estação próxima ou distante, para o metrô superlotado, para o escritório ou para a fábrica, para retomar à tarde o mesmo caminho e voltar para casa a fim de recuperar as forças para recomeçar tudo no dia seguinte.

A de Azevedo.

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