Todas as afirmativas abaixo estão de acordo com a ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
1. Tema central da questão:
A questão aborda a análise de Louis Le Guillant sobre o caso de Marie L, um estudo clássico em Psicologia Social do Trabalho. O objetivo é compreender como fatores sociais, organizacionais e subjetivos se integram na gênese do sofrimento psíquico no ambiente laboral.
2. Resumo teórico:
Louis Le Guillant (2006), importante referência na área, enfatiza que a saúde mental no trabalho não pode ser vista apenas sob uma ótica individual. O adoecimento psíquico frequentemente expressa contradições sociais, organizacionais e coletivas. O caso de Marie L ilustra como condições de trabalho, relações sociais e expectativas organizacionais impactam subjetivamente o trabalhador.
Segundo a obra “Trabalho e Saúde Mental” (Le Guillant, 2006), o sofrimento no trabalho não é uniforme e cada indivíduo pode manifestar sua angústia de formas distintas, mesmo dentro do mesmo ambiente.
3. Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C está INCORRETA porque afirma que todas as operárias ressentem a angústia na mesma intensidade, o que contraria os estudos de Le Guillant. Para ele, embora haja fatores comuns de sofrimento, a expressão desse sofrimento é particular, depende da história e das características individuais. Portanto, a angústia de Marie L não pode ser generalizada para todas as colegas.
4. Análise das alternativas incorretas:
A — Correta segundo Le Guillant, pois a tensão ocular e indicadores funcionais realmente variam conforme as circunstâncias ambientais e sociais.
B — Também correta, pois a doença de Marie L é entendida como expressão das contradições de sua categoria social, refletindo questões coletivas.
D — Corresponde à análise de Le Guillant, mostrando que a organização da vida influencia e potencializa a fadiga.
5. Estratégias de interpretação:
Fique atento ao termo “EXCETO”: ele muda totalmente o sentido da questão. Procure a alternativa que foge da teoria apresentada. Desconfie de afirmações absolutas como “todas”, “sempre” ou “nunca”, pois raramente refletem a complexidade das análises em Psicologia Social.
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