O autismo, em seus mais diferentes estágios, atinge cerca de...

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Q4321661 Nutrição
O autismo, em seus mais diferentes estágios, atinge cerca de 500 mil pessoas no Brasil. Considerado um desequilíbrio neurológico, ele gera uma desordem nas atividades cerebrais que afetam na interação e na comunicação social. Ainda não há um fator comprovado de sua causa, mas leva-se em consideração desde a genética e o ambiente de criação, à poluição do ar, complicações na gravidez e infecções causadas por vírus. Mas, como a alimentação pode ajudar no autismo? Segundo a nutricionista Laura Uzunian, os cuidados com a ingestão de nutrientes para os pacientes autistas são fundamentais, uma vez que, dada tal importância, certos ajustes alimentares favorecerão os comportamentos e a sociabilidade do indivíduo, prevenindo e ou amenizando as crises.
Pouca gente sabe, mas alguns alimentos podem ser responsáveis por potencializar os sinais que caracterizam o transtorno do espectro autista. É por isso que portadores da doença devem seguir uma dieta equilibrada, evitando esses alimentos. 
Visando essas informações, marque verdadeiro (V) ou falso (F) para as afirmações abaixo:
(  ) Leite, soja e farinha de trigo são ruins para o autista, podendo potencializar os sintomas do transtorno;  
(  ) Corante alimentício processado é um grande vilão para a dieta de quem tem autismo, podendo ser uma das causas da hiperatividade;
(  ) Autistas são mais propensos à obesidade;
(  ) Devido às restrições, autistas conseguem consumir todas as vitaminas necessárias.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Como o enunciado solicita julgar as quatro afirmações, a evidência mínima que discrimina as opções é a terceira: a associação populacional entre TEA e maior chance de obesidade favorece V. Com a sequência oficial V, V, V e F, a alternativa correspondente é B.

Tema central: Alimentação e autismo
Análise das alternativas
A
Errada
Classifica como falsas a segunda e a terceira afirmações, divergindo da sequência oficial. O motivo técnico decisivo para sua eliminação é a terceira posição: há apoio epidemiológico para maior chance de obesidade entre jovens com TEA. A divergência na segunda posição decorre da premissa adotada pela banca, cuja generalização sobre corantes não está suficientemente sustentada.
B
Certa
B é a resposta oficial, com ressalvas técnicas. A terceira afirmação encontra apoio em estudo com jovens de 10 a 17 anos que identificou maior chance de obesidade no grupo com TEA, sem estabelecer uma condição inevitável para cada indivíduo. A quarta é falsa porque restrições alimentares podem produzir deficiências nutricionais, não garantir todas as vitaminas necessárias. Já as duas primeiras não têm sustentação suficiente para serem tomadas como regras clínicas gerais: a NICE não recomenda exclusões de glúten ou caseína para manejar características centrais do autismo, e a base não fundamenta a soja como universalmente prejudicial; quanto aos corantes, a possibilidade de sensibilidade individual não demonstra que causem hiperatividade genericamente em pessoas autistas. Portanto, a manutenção de B depende da classificação adotada pela banca, não da validação técnica integral de suas premissas.
C
Errada
Difere de B apenas por marcar a terceira afirmação como falsa. Essa classificação contraria a associação epidemiológica apresentada na base entre TEA e maior chance de obesidade em jovens, que sustenta o V exigido nessa posição.
D
Errada
Marca F nas duas primeiras posições, enquanto o gabarito oficial exige V e V. Sua exclusão é formal, pois a base não demonstra cientificamente que as duas generalizações sejam verdadeiras. Base insuficiente para justificar esta alternativa sem extrapolação.
Pegadinha da questão
A quarta afirmação é falsa em todas as alternativas e, portanto, não seleciona a resposta. Além disso, reproduzir a sequência oficial não significa aceitar como recomendações clínicas gerais as afirmações sobre exclusões alimentares e corantes.
Dica para questões semelhantes
  • Em sequências de V ou F, identifique as posições que realmente diferenciam as alternativas; uma classificação comum a todas não decide o gabarito.
  • Não transforme associação populacional com obesidade em causalidade ou previsão obrigatória do estado nutricional individual.
  • Diferencie sensibilidade individual e indicação específica de uma recomendação geral de exclusão alimentar para pessoas com TEA.
  • Ao avaliar dietas restritas, não presuma adequação vitamínica: restrições podem gerar deficiências, embora isso não ocorra necessariamente em todos os casos.

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