A maioria dos verbos da língua portuguesa não tem significad...

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Q1813931 Português
A maioria dos verbos da língua portuguesa não tem significado próprio, precisando de complementação para que estabeleçam sentido completo. A esta relação entre verbos e complementos denominamos “regência verbal”. Em função do pouco uso de algumas regências, muitos usos diferentes da norma padrão se constituíram no português brasileiro. Identifique, nas frases abaixo, uma ocorrência que reflete um uso diferente do que diz a norma padrão.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda regência verbal, fundamental para o candidato ao cargo de Procurador Municipal. Trata-se do estudo da relação entre verbos e seus complementos, ou seja, da necessidade (ou não) de preposição para ligar o verbo ao termo seguinte, conforme a norma-padrão.

Análise da alternativa correta — D:
Frase: "Estava com tanta pressa que esqueceu do talão de cheques em casa."
No padrão culto, o verbo esquecer admite duas regências:

  • Sem pronome (forma não pronominal): transitivo direto, não exige preposição.
    Ex: “Esqueci o documento.”
  • Com pronome (forma pronominal): exige “de” (transitivo indireto).
    Ex: “Esqueci-me do documento.”

Neste caso, “esqueceu” aparece sem pronome, portanto não deveria ter preposição: o correto seria “esqueceu o talão de cheques em casa”. Logo, alternativa D apresenta uso divergente da norma padrão.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) “Entregou os documentos à procuradora da justiça.” — Correta pela regência: entregar algo a alguém.
  • B) “Namoram estes vestidos franceses.” — Correta: “namorar” exige objeto direto, sem preposição.
  • C) “Assistiu ao último jogo…” — Correta: “assistir” (= ver) é transitivo indireto, requer “a”.
  • E) “Necessitamos de ajuda…” — Correta: “necessitar” exige preposição “de”.

Dica de prova: Atenção a verbos de dupla regência! Muitas bancas trocam o uso pronominal e não pronominal, principalmente com verbos como lembrar, esquecer e recordar.

Manual de referência: De acordo com Bechara e Cunha & Cintra, o uso da preposição com “esquecer” deve respeitar a presença do pronome oblíquo. Evite construções como “esqueceu do documento” sem pronome.

Resumo: Alternativa D está incorreta pela regência, pois “esqueceu do talão” contraria a norma culta. As demais seguem as exigências gramaticais.

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Comentários

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D

Gab: D.

EXPLICANDO...

Esquecer e Lembrar:

VTD: quando não pronominal- Que chateação! esqueci o nome dele.

VTI: quando pronominais exige a preposição "de" - Esqueci-me do livro.

VTI: cair no esquecimento/vir a lembrança - Esqueceram-me as chaves em casa.

Gab: D.

EXPLICANDO...

Esquecer e Lembrar:

VTD: quando não pronominal- Que chateação! esqueci o nome dele.

VTI: quando pronominais exige a preposição "de" - Esqueci-me do livro.

VTI: cair no esquecimento/vir a lembrança - Esqueceram-me as chaves em casa.

Explicaram, explicaram, copiaram a explicação e não explicaram nada. A maioria dos comentários de explicação é feito por gente que não sabe nada e perde o tempo com explicações sem sentido atrapalhando quem vem procurar por soluções

DICA FÁCIL PRA RESOLUÇÃO:

"Estava com tanta pressa que esqueceu do talão de cheques em casa."

Se tiver do/da, o esquecer vai ter que aparecer acompanhado de pronome.

"Estava com tanta pressa que se esqueceu do talão de cheques em casa."

"Estava com tanta pressa que me esqueci do talão de cheques em casa."

Agora, se for direto o/a, não vai exigir pronome.

"Estava com tanta pressa que esqueceu o talão de cheques em casa."

"Estava com tanta pressa que esqueci o talão de cheques em casa."

Se eu estiver errado me corrijam, por favor!

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