Considerando regras do Estatuto da Cidade (Lei no 10.257/20...
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1. Interpretação e tema:
A questão exige conhecimento sobre a obrigatoriedade da intervenção do Ministério Público em determinadas ações judiciais previstas no Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001). Trata-se de tema recorrente em provas para o Ministério Público e cargos jurídicos.
2. Fundamento legal:
O Art. 12, § 1º, do Estatuto da Cidade dispõe:
"Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público."
3. Tema central e exigência:
O foco da questão é distinguir as espécies de usucapião e saber, objetivamente, em qual delas a lei determina a participação do Ministério Público. É exigido conhecimento detalhado da legislação urbanística.
4. Exemplo prático:
Imagine uma pessoa que, há 5 anos, utiliza com exclusividade área urbana de até 250m², para moradia própria. Ao propor ação para reconhecimento da usucapião especial urbana, a presença do Ministério Público é obrigatória, como fiscal da ordem jurídica.
5. Alternativa correta – C) Usucapião especial urbana:
É a alternativa correta, pois reflete exatamente o comando do artigo 12, § 1º, do Estatuto da Cidade.
Jurisprudência: O STJ (REsp 1517822/SP) confirma a obrigatoriedade da intervenção do MP nessas ações.
Doutrina: José Afonso da Silva destaca esse ponto, reforçando que o MP atua como fiscal obrigatório nas ações de usucapião especial urbana.
6. Por que as demais estão incorretas:
A) Usucapião familiar – Trata-se de um instituto do Código Civil (art. 1.240-A), diferente da usucapião especial urbana do Estatuto da Cidade.
B) Usucapião ordinária urbana, sem exceções – A intervenção obrigatória do MP não se estende genericamente à usucapião ordinária.
D) Parcelamento do solo de imóvel particular – Não há obrigatoriedade legal de intervenção do MP nesse procedimento.
E) Extinção de condomínio – Da mesma forma, não se exige participação obrigatória do MP na extinção do condomínio.
Pegadinha:
Fique atento à expressão “usucapião especial urbana”, pois é ela, e não qualquer outra modalidade de usucapião, que exige a atuação obrigatória do Ministério Público.
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Art. 12. São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana:
I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente;
II – os possuidores, em estado de composse;
III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída, com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados.
§ 1o Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público.
§ 2o O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório de registro de imóveis.
LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.
Art. 12. São partes legítimas para a propositura da ação de usucapião especial urbana:
I – o possuidor, isoladamente ou em litisconsórcio originário ou superveniente;
II – os possuidores, em estado de composse;
III – como substituto processual, a associação de moradores da comunidade, regularmente constituída, com personalidade jurídica, desde que explicitamente autorizada pelos representados.
§ 1 Na ação de usucapião especial urbana é obrigatória a intervenção do Ministério Público.
§ 2 O autor terá os benefícios da justiça e da assistência judiciária gratuita, inclusive perante o cartório de registro de imóveis.
Tem previsão específica
Abraços
A alternativa C é a correta.
Na ação de usucapião, em regra, o MP não deve intervir, considerando que versa sobre direito à propriedade, de natureza disponível e patrimonial. No CPC/73 havia dispositivo legal (art. 944) que determinava a intervenção do MP em todo caso. Esse artigo foi suprimido pelo novo CPC. Todavia, há uma hipótese em que é obrigatória a intervenção do MP por expressa disposição legal: ação de usucapião especial urbana do Estatuto da Cidade (art. 12, § 1º).
Assunto também cobrado na 2º fase do MPRO em 2010 (CEBRASPE): Redija, de forma fundamentada, um texto dissertativo acerca da usucapião de bem imóvel urbano. Em seu texto aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1 - Elementos que devem estar perfeitamente configurados para que parecer ministerial seja favorável à pretensão de usucapir bem imóvel urbano; 2 - Atuação do Ministério Público nas ações de usucapião, especialmente considerando que se trata de ação em que particulares litigam sobre o direito à propriedade, de natureza disponível e patrimonial.
Para responder a questão sobre a obrigatoriedade da intervenção do Ministério Público em ações específicas no âmbito do Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), vamos analisar cada uma das alternativas à luz da legislação pertinente.
A. usucapião familiar.
- A usucapião familiar está prevista no Código Civil e na Lei nº 12.424/2011, que alterou o artigo 1.240-A do Código Civil. A intervenção do Ministério Público não é obrigatória.
B. usucapião ordinária urbana, sem exceções.
- A usucapião ordinária está prevista no Código Civil, e a intervenção do Ministério Público pode ser necessária, mas não é obrigatória em todos os casos.
C. usucapião especial urbana.
- A usucapião especial urbana está prevista no artigo 9º da Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade). Esta modalidade de usucapião requer a intervenção do Ministério Público, conforme estabelece o Estatuto da Cidade.
D. parcelamento do solo de imóvel particular.
- A intervenção do Ministério Público não é obrigatória em ações de parcelamento do solo, embora possa ser necessária em alguns casos específicos, como quando há interesse público envolvido.
E. extinção de condomínio.
- A extinção de condomínio é regulada pelo Código Civil, e a intervenção do Ministério Público não é obrigatória, exceto em casos específicos onde haja interesse de incapazes, por exemplo.
A alternativa correta é C. A intervenção do Ministério Público é obrigatória em ações de usucapião especial urbana, conforme previsto no artigo 9º da Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade).
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