No transplante renal, a preservação adequada do enxerto e o...

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Q3792330 Medicina
No transplante renal, a preservação adequada do enxerto e o controle dos tempos de isquemia são fundamentais para a recuperação da função renal. Identifique a alternativa que define corretamente os conceitos de isquemia quente e isquemia fria no contexto do transplante renal:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Segundo a classificação técnica oficial da ABTO indicada na base, a alternativa D é a única compatível com o marco correto dos tempos de isquemia no transplante renal: a isquemia quente inicial vai do clampeamento/interrupção da circulação até o início do resfriamento com a perfusão de solução de preservação, e a isquemia fria começa com essa perfusão fria.

Tema central: Tempos de isquemia
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa inverte os conceitos técnicos oficiais. O período entre a perfusão e o restabelecimento do fluxo no receptor não é isquemia fria na classificação usada pela base; esse trecho final é tratado separadamente como isquemia quente final ou de anastomose. Já o intervalo entre a parada circulatória do doador e o início da perfusão fria não é isquemia fria, mas isquemia quente inicial.
B
Errada
A definição de isquemia quente como simples 'período de aquecimento do enxerto antes do implante' não indica o marco técnico exato da base, que exige o intervalo entre o clampeamento/interrupção circulatória e o início da perfusão fria. A referência à isquemia fria como armazenamento em solução gelada é genérica, mas não supre a ausência desse marco correto.
C
Errada
A alternativa usa marcos sem respaldo na classificação técnica oficial. Isquemia quente não é o período entre a incisão cirúrgica e a retirada do órgão. Isquemia fria também não se reduz ao transporte do órgão; ela se inicia com a perfusão fria e abrange o período de preservação em hipotermia, do qual o transporte pode fazer parte, mas não o esgota.
D
Certa
A alternativa D corresponde ao conceito técnico oficial utilizado na base: chama de isquemia quente o tempo anterior ao resfriamento/perfusão do órgão, isto é, entre a parada da circulação no doador e o início da perfusão com solução resfriada, e chama de isquemia fria o período subsequente de preservação em hipotermia, iniciado com a perfusão fria. A base ressalva que a redação simplifica a classificação completa, porque existe ainda a isquemia quente final ou de anastomose, mas isso não compromete o acerto da alternativa no ponto decisivo exigido pela questão.
E
Errada
A alternativa confunde a fase de anastomoses com toda a isquemia quente e trata a preparação do leito receptor como isquemia fria. Pela base, as anastomoses integram, quando muito, a isquemia quente final ou de anastomose, não o conceito global exigido na questão. Já a isquemia fria começa com a perfusão fria do órgão preservado, e não com a preparação do receptor.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o período anterior à perfusão fria e o período posterior à perfusão fria, além de simplificar a classificação ao omitir que a fonte oficial ainda separa a isquemia quente final ou de anastomose.
Dica para questões semelhantes
  • Fixe o marco de corte: antes do início da perfusão fria, a classificação oficial indicada trata o tempo como isquemia quente inicial.
  • Depois do início da perfusão com solução de preservação fria, o período passa a ser de isquemia fria.
  • Não trate automaticamente o intervalo até a reperfusão no receptor como isquemia fria; a base informa que a fase de anastomose pode ser classificada separadamente como isquemia quente final.
  • Se a alternativa reduzir isquemia fria apenas ao transporte, ela estará incompleta ou errada, porque o transporte pode integrar esse período, mas não o define por inteiro.

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