O carcinoma adenoide cístico corresponde a uma neoplasia mal...
O carcinoma adenoide cístico corresponde a uma neoplasia maligna composta por células epiteliais e mioepiteliais dispostas em padrões tubular, cribriforme e predominantemente sólido, e pode acometer o trato respiratório e glândulas salivares. A taxa de sobrevida associada a esse processo corresponde de 50% a 70%. A ativação de MYB/MYBL1 devido à fusão de gene, ou outros mecanismos, é encontrada em cerca de 80% dos casos de carcinoma adenoide cístico, os quais mais frequentemente se originam:
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Tema central: O carcinoma adenoide cístico (CAC) é uma neoplasia maligna de curso lento, originada principalmente das glândulas salivares, sendo formada por células epiteliais e mioepiteliais e apresentando padrões histológicos tubular, cribriforme e sólido.
Esta questão exige conhecimento da epidemiologia e genética do CAC. Mecanismos como a ativação dos genes MYB/MYBL1 por fusão gênica estão presentes em cerca de 80% dos tumores, representando importante característica molecular do CAC.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa correta indica que a origem mais comum dos CACs com ativação de MYB/MYBL1 são as glândulas salivares maiores, principalmente a parótida e submandibular. Apesar de o CAC também aparecer em glândulas menores, há alta frequência das alterações genéticas citadas nos tumores das maiores, sendo este um ponto-chave para a resolução.
Segundo o Harrison's Principles of Internal Medicine (20ª ed., p. 689): “As glândulas salivares maiores são local de origem comum para carcinomas adenoide císticos e apresentam frequentemente rearranjos nos genes MYB/MYBL1”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Embora o CAC possa acometer glândulas salivares menores (ex: palato), a questão enfatiza o mecanismo molecular, que não ocorre exclusivamente nelas.
C) Trato sinonasal: CAC pode ocorrer aí, mas sua prevalência e as alterações genéticas citadas são menores comparados às glândulas salivares.
D) Parede brônquica: Apesar de raro, CAC pode afetar o trato respiratório, mas isso representa exceção epidemiológica e genética.
E) Nasofaringe: Local incomum para CAC; ausência de forte relação com a ativação MYB/MYBL1 no perfil atual publicado.
Dica para concursos: Atente-se aos detalhes genéticos/moleculares no enunciado. Pegadinhas comuns envolvem generalizações sobre “menores” ou “maiores”. A relação entre fusão gênica e epidemiologia pode definir a alternativa vencedora.
Resumo: CAC ocorre tanto em glândulas salivares menores quanto maiores, mas, com ênfase genética, são as maiores as mais relacionadas à ativação MYB/MYBL1.
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