No processo de “reestruturação neoliberal do Estado”,
apresentado por Raichelis (Brasil, 2020), dissemina-se uma
dada ideologia que “esvazia conteúdos reflexivos e criativos
do trabalho, enquadra processos e dinâmicas às metas de
qualidade e de produtividade a serem alcançadas, reduz as
margens de autonomia profissional e enfraquece a
organização política e sindical dos/as trabalhadores/as do
Estado. (...) ganha espaço como estruturador das relações de
trabalho entre empregadores/as e trabalhadores/as,
reproduzindo-se nas políticas estatais as tendências de
empresariamento do trabalho, fazendo prevalecer a razão
instrumental em detrimento da razão crítica” (p.31/2). No
texto sobre as “atribuições e competências profissionais à luz
da ‘nova’ morfologia do trabalho”, a autora identifica essa
ideologia como: