Um homem de 65 anos, tabagista há 40 anos,
com histórico de hipertensão controlada, procura
atendimento com queixa de dispneia progressiva há 2
meses, acompanhada de tosse produtiva matinal com
escarro mucopurulento, episódios de ortopneia e
sibilância noturna. Refere perda ponderal não
intencional de 5 kg nos últimos 3 meses. Ao exame
físico, apresenta frequência respiratória de 24 irpm, uso
de musculatura acessória e ausculta com roncos
difusos e sibilos expiratórios bilaterais. A gasometria
arterial em ar ambiente revelou pH 7,36; PaCO₂ 52
mmHg; PaO₂ 60 mmHg; HCO₃⁻ 29 mEq/L. A radiografia de tórax mostrou hipertransparência pulmonar difusa,
retificação de arcos costais e aumento do espaço
retroesternal. A espirometria demonstrou relação
VEF1/CVF de 58% e VEF1 de 41% do previsto, sem
resposta significativa ao broncodilatador.
Com base nesse quadro clínico e nos critérios
diagnósticos estabelecidos, qual a conduta mais
apropriada a ser instituída como parte do manejo
inicial?