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Q3080065 Medicina
Paciente, sexo masculino, 55 anos, apresenta-se ao consultório com queixa de dor e edema recorrentes em membros inferiores, associados a veias varicosas evidentes. Após exame físico e confirmação diagnóstica por ultrassonografia doppler, o paciente é diagnosticado com insuficiência venosa crônica de membros inferiores. O médico prescreve um tratamento com flebotônicos como parte do manejo da condição. Qual é o mecanismo de ação principal dos flebotônicos no tratamento da insuficiência venosa crônica de membros inferiores?
Alternativas

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Tema central: insuficiência venosa crônica (IVC) e o papel dos flebotônicos/venoativos no controle dos sintomas. Esses fármacos atuam predominantemente na microcirculação, visando reduzir edema, dor e sensação de peso.

Gabarito: B — Redução da fragilidade capilar e melhora da resistência dos vasos sanguíneos.

Justificativa clínica: Flebotônicos como diosmina/hesperidina (MPFF), rutósidos, escina e dobesilato de cálcio estabilizam o endotélio e a parede capilar, diminuindo a permeabilidade e a fragilidade. Com isso, reduzem a extravasação de líquido e proteínas, aliviando edema e sintomas (dor, peso). Também têm efeitos anti-inflamatórios (menor adesão de leucócitos e liberação de mediadores) e podem melhorar o tônus venoso e a drenagem linfática. Diretrizes ESVS/SVS-AVF e UpToDate recomendam venoativos como adjuvantes para alívio sintomático em CVD (CEAP C2–C6).

Fisiopatologia resumida: Na IVC, a hipertensão venosa por refluxo/obstrução leva a hiperpermeabilidade capilar, inflamação e edema. Logo, a estratégia terapêutica que reduz permeabilidade e fragilidade capilar é coerente com o mecanismo da doença.

Conduta global (contexto de prova): O pilar é compressão elástica, exercício/elevação de MMII, controle ponderal e tratamento do refluxo (escleroterapia, termoablação, cirurgia) quando indicado. Flebotônicos são adjuvantes para sintomas. Referências: ESVS 2022/2023; SVS/AVF Guidelines; UpToDate; Harrison’s.

Análise das alternativas:

A) Aumento da permeabilidade capilar — incorreta. Isso pioraria o edema. Flebotônicos fazem o oposto: reduzem a permeabilidade.

B) Redução da fragilidade capilar e melhora da resistênciacorreta. É o mecanismo principal descrito para MPFF, rutósidos e dobesilato, alinhado à melhora do edema e dos sintomas.

C) Inibição da degradação do colágeno promovendo contração — incorreta. Não é o mecanismo predominante dos venoativos. Embora haja leve aumento do tônus venoso (ex.: prolongamento da ação da noradrenalina), a ação central é microvascular, não via remodelamento do colágeno.

D) Estímulo de prostaglandinas vasodilatadoras — incorreta. Vasodilatação não é desejável em veias incompetentes; além disso, venoativos tendem a ter efeito anti-inflamatório e estabilizador endotelial, não estimulando prostaglandinas vasodilatadoras.

Estratégia para a prova: Quando a questão pedir o mecanismo principal dos flebotônicos na IVC, privilegie termos como redução de permeabilidade/fragilidade capilar, estabilização endotelial e efeito anti-inflamatório. Desconfie de opções que aumentem permeabilidade ou promovam vasodilatação inespecífica.

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