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Q3080062 Medicina
Paciente, 42 anos, é trazido ao pronto-socorro após sofrer um trauma vascular penetrante abdominal por arma de fogo. No exame físico, há um hematoma pulsátil na região periumbilical e sinais de irritação peritoneal localizada. Apresenta confusão mental, pele fria e pegajosa, além de taquicardia e hipotensão. Qual é a conduta mais apropriada para o paciente?
Alternativas

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O tema central desta questão é o manejo inicial adequado de um paciente com trauma vascular abdominal penetrante, apresentando sinais de choque hipovolêmico.

A alternativa correta é a B - Atender o paciente seguindo os princípios do ATLS e indicar laparotomia de emergência.

Justificativa: Quando um paciente apresenta um trauma abdominal penetrante com sinais de choque, como confusão mental, taquicardia, hipotensão e pele fria e pegajosa, ele está em uma situação crítica que requer intervenção imediata. Os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS) recomendam a rápida identificação e controle de hemorragias. A presença de um hematoma pulsátil sugere lesão vascular significativa, indicando a necessidade de uma laparotomia de emergência para controle do sangramento e reparo das lesões.

Análise das alternativas incorretas:

A - Realizar ultrassonografia abdominal para avaliação da extensão da lesão: Embora a ultrassonografia possa ser útil em alguns contextos, ela não é apropriada em um cenário de emergência com choque hemorrágico. O tempo necessário para o exame e sua capacidade limitada de detectar todas as lesões vasculares tornam essa opção inadequada.

C - Realizar angiografia de emergência para localização precisa da lesão vascular: A angiografia é um procedimento que pode ser demorado e não é indicado em situações de instabilidade hemodinâmica, como no caso apresentado. O paciente necessita de intervenção cirúrgica imediata para controle do sangramento.

D - Tentar estabilizar o paciente com fluidos intravenosos e transfusão de hemoderivados e avaliar a resposta antes de indicar qualquer intervenção cirúrgica: Embora a ressuscitação volêmica seja importante, ela não deve retardar a intervenção cirúrgica em um paciente com sinais evidentes de hemorragia interna e choque. A estabilização inicial deve ser feita rapidamente, seguida por cirurgia emergencial.

Em situações de trauma crítico, como este, o manejo imediato e adequado é crucial para a sobrevivência do paciente. O ATLS fornece diretrizes claras para priorizar a estabilização e o controle do sangramento.

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